Num guento esses caras que vêm limpar o vidro no sinal. Pusta falta de respeito. Quem pediu? Que inferno. Não tenho trocado pra dar não. Faz sinal que não. Não. Caraca, maluco, tu não respeita, que inferno. Sinal abriu. Po, eu disse que não tinha trocado. Mal aê.
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Caraca, limpador de parabrisa, essa bosta dessa água tem o que, hein? Pusta falta de respeito. Não, amigo, sem trocado. Não, não, não precisa lavar não, a gente não vai te... agora já era. Oh, droga.
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Não, não, amigo, não, caaaaara, por favor, nããããooo! A gente lavou o carro hoje, nããããooooo. (já era) Taquiupariu. Sinal abre.
* * *
Amor, faz cara de psicopata, isso. Carnaval, tu com essa fantasia de Coringa ninguém vai mexer contigo. Caraca, nããããooooo, rodinho parabrisa nããããoooo!
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- O carro tá imundo hoje, né?
- Pode crer. Se aparecer limpador de parabrisa no sinal, acho até que vou dar um trocado.
- Só porque tu falou, não vai rolar. Boto fé.
Leme - Botafogo - Laranjeiras - Santa Bárbara - Catumbi - Praça da Bandeira - Maracanã opa opa opa lavador de carro, vê se encosta no sinal, isso, e o cara com o rodinho e o detergente SENTADO NO MEIO FIO. Nem perguntamos e já olhou pra gente avisando:
- Não vou jogar água não que é falta de respeito.
Mas hein?
- Falta de respeito!
Oi?
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O tempo do sinal aberto foi o tempo pra convencer o cara de que naquele dia, em especial, o carango precisava de uma lavada. 26 minutos foi o tempo exato para pararmos de rir da situação bastante atípica para os sinais de trânsito do Rio de Janeiro - quando você finalmente abre a guarda pro rodinho, o malaco desenvolve autocrítica. Só aqui mesmo...
Então você quer ganhar uma Ecobag que nem essa, além de um par de convites para o filme 'Histórias de Amor duram apenas 90 minutos', que estreia dia 12/03. Certo?
'Histórias de amor duram apenas 90 minutos' é a estreia de Paulo Halm, amigo querido e roteirista tarimbado, na direção de um longa metragem. O filme conta a história de Zeca que, às voltas com um livro empacado que não consegue desenvolver e em plena 'crise dos 30', entra numas de que sua mulher o trai com a melhor amiga e acaba... se envolvendo com a amiga. Nas palavras do próprio Paulo, "o filme é sobre a geração que, apesar de ter talento, nunca decola. São escritores que escrevem e nunca publicam, cineastas que não filmam, compositores que não gravam". Aposto que o leitor de Lounge se identificou.
Você tem algumas chances de ganhar: tem ecobag + convites aqui no blog e no do twitter da RioFilme, uma das responsáveis pela distribuição de 'Histórias de amor duram apenas 90 minutos'. A outra é a Downtown, que também fará alguns sorteios durante a semana no site do filme.
O que você precisa fazer pra concorrer à bolsa e ao par de convites aqui na minha mão é o seguinte:
- Se você chegou por algum retweet, você terá que me seguir no twitter - já que se você ganhar, eu vou te avisar por DM. Pode deixar que eu sou legal e costumo mandar uns links divertidos. Não dói: @liaamancio.
- Mande no seu twitter a seguinte frase:
Minha @histdeamor com essa ecobag do filme que a @liaamancio vai sortear em http://bit.ly/bSCacK terá bem mais do que 90 minutos!
E cruze os dedinhos! Dia 05 de março eu farei o sorteio pelo bom e velho Random.org naquele esquema: quem participar da promoção vai para uma listinha 'promo_histdeamor', que vai para uma planilha do excel e será numerado. O número correspondente ao sorteado ganha, tudo com printscreen pra não acharem que foi marmelada.
Pra aumentar suas chances de ganhar a ecobag e o par de convites, siga também a @RioFilme e faça a mesmíssima coisa, só que com @RioFilme no lugar de @liaamancio, e mudando o endereço da promo (quem mandou com o endereço antigo não tem problema, tá valendo):
Minha @histdeamor com essa ecobag do filme que a @RioFilme vai sortear em http://bit.ly/9Xdsnq terá bem mais do que 90 minutos!
Por lá, a promo vai também até dia 05 de março - e não vale só a ecobag, mas também uns convitinhos extras. O twitter da RioFilme é legal, sempre tem informações sobre os filmes que a empresa lança, editais de cultura e audiovisual... e sem flood ou RTs descontrolados. Pode seguir no amor.
Enquanto dia 12/03 não chega, você pode se divertir vendo os vídeos, lendo as matérias no site e bombardeando os produtores de perguntas no Formspring. Que tal?
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Isso não é um daqueles famigerados 'post pagos'. Eu trabalho na RioFilme e quero mais é que o filme do meu amigo Paulo Halm bombe nos cinemas, até porque é bom mesmo. Cedi o espaço no amor à arte, juro. ;)
...para falar de outro tipo de filme, o filme fotográfico de 120mm!
Munida de uma câmera toda de plástico, com regulagem manual (a linda Diana F+, presente de natal do namorado!) e um filme que, na grande seca de janeiro de 2010, só se podia encontrar na versão ASA 160 (bem baixa, aliás), fiz umas fotinhos graciosas. Outras nem tanto. Outras simplesmente se recusaram a sair. É a maior tentativa e erro, mas vamos nessa, a ideia é ficar boa nisso. A pracinha em Araruama ficou realmente boa:
e a dupla exposição acidental até que deu uma graça às poucas fotos que saíram:
Gasta-se uma certa verba de revelação de filme, mas a diversão não tem preço:
Namorado é tão apaixonado por imagem quanto eu e se diverte não apenas me ajudando nos projetos, mas também quando vê minha felicidade quase infantil quando consigo uma foto boa.
As 18 fotos que saíram das 32 tiradas estão aqui, umas boas, outras terríveis, mas é assim mesmo. A cada foto superexposta, um aprendizado.
E vamos nessa. A diversão não pode parar.
AGORA SIM estamos falando da corrida à estatueta mais disputada da indústria do cinema! E a história dos irmãos Coen sobre Larry Gopnik e a comunidade judaica à sua volta, no ano católico de 1970. Não sei para os judeus que ano seria, alguém aí pra fazer as contas?
Larry é professor de matemática e prova viva da inexorabilidade da Lei de Murphy: tudo o que poderia dar errado, DÁ. Larry tem um irmão tão louco quanto genial, sua mulher o troca por um de seus melhores amigos e ainda quer que ELE saia de casa, sofre chantagens no trabalho e, às vésperas do Bar Mitzvah de seu filho (que também apronta das suas), resta a Larry o aconselhamento com os rabinos.
E os conselhos dos rabinos geram histórias paralelas que não ajudam Larry Gopnick em nada, mas ajudam a dar o tom do filme - aquela mensagem bonita de "você pode deixar os outros montarem em você, se for a vontade de Deus". Larry Gopnick é um homem sério, frustrado, bonzinho com todo mundo e só se fode.
O pouco conhecido Michael Stuhlbarg, que mal passou dos 40 anos, está excelente com o peso de seu personagem, que de tão desiludido da vida parece já ter cruzado o cabo da Boa Esperança. A menos conhecida ainda Sari Lennick também está excelente. 'Um homem sério' tem um quê de Short Cuts, Grande Lebowski e Pulp Fiction, o que elimina boa parte das chances de suas duas estatuetas (roteiro original e melhor filme, já que lembra algo que você já viu antes). Mas, ainda assim, é tão redondo e tão sarcástico que recomendo fortemente. Assista. Mazel Tov!
'Educação' começa com um problema sério: Alfred Molina não está indicado a melhor ator coadjuvante, no papel de inglês suburbano pai da menina boazinha, ótima aluna, candidata a Oxford se melhorar no latim. A fofolete Carey Mulligan, por sua vez, está indicada a melhor atriz pelo papel da mocinha que, às vesperas de fazer 17 anos, se apaixona por um homem mais velho e questiona o papel da escola e o valor de um diploma universitário. Em 1950 e muitos ou 1960 e poucos, no subúrbio da Inglaterra, veja bem, ou bem ela seria professora ou secretária - e, apaixonada por um homem mais velho, culto, rico e metido em negócios escusos, a oportunidade de visitar cidades, assistir a shows ou conhecer artes e culturas diferentes estava aí.

já vi a história da boa aluna que dá, aprende a fumar e descobre a vida pouco antes de entrar pra faculdade, hein?
Afinal, educação é o que a gente aprende na escola, em casa ou o que a vida traz pra gente? Dá pra educar a gente para lidar com paixões bizarras, também?
E não vou contar mais pra não estragar o final, mas se você já assistiu a uma quantidade razoável de filmes na sua vida, já saca desde o começo que tem algo de muito errado com o tal do David. Sem mais. Assista, que o filme é muito bom.
* * *
Pode levar: Melhor Atriz, Roteiro adaptado ou até melhor filme. Mas não vi 'A fita branca' ainda, então não posso apostar que a futura Elisa Doolitle na adaptação de 'My Fair Lady' possa desbancar Sandra Bullock (que eu só acredito que está indicada ao oscar de Melhor Atriz vendo).
'Amor sem escalas' é um título em português breguésimo pra um filme que esbarra no romance mas está longe de ser um. É mais uma história sobre desapego do que sobre apego a outro ser humano.
Ryan Bingham tem problemas com relações humanas, a começar pelo seu emprego (ele viaja o país inteiro para dar às pessoas a notícia de sua demissão) e pela natureza nômade de seu trabalho (preste atenção na cena em que ele chega em casa e joga a mala na cama - a produção de arte impecável garante que a cama esteja sempre arrumada, com o lençol amassado sempre no mesmo lugar). Em compensação, na hora de dar a notícia, tem a sensibilidade e a segurança que o fazem o melhor nesse trabalho deveras ingrato. Cool.
Isso, claro, até Natalie, jovenzinha petulante, chegar na empresa e propor mudanças estruturais em seu negócio, que agora será todo informatizado. A ideia é boa, mas falta a garota aprender mais sobre o trabalho - e Ryan ganha uma sidekick.
E o tal do amor sem escalas? Em cada escala que Ryan para, ele encontra Alex, mulher bem resolvida que não se incomoda com trepadinhas ocasionais. Com a sidekick, o mulherão e seus problemas familiares, no entanto, Ryan começa a rever a validade de seu estilo de vida desapegado e, afinal, qual é a graça de se acumular milhas aéreas se você não levará ninguém junto.
(e, bem, eu avisei que não era um romance, mas sim uma história sobre desapego)
Não acho que nenhuma das duas mocinhas mereça o oscar de melhor atriz coadjuvante, como também não espero que Clooney vença o carequinha de melhor ator. Talvez direção ou roteiro adaptado. Você viu? O que você acha?
'The Hurt Locker', de Kathryn Bigelow, conta a históra de um desarmador de bombas no Iraque que... que... bem, lembro de ter sonhado que ia com uma galera ao cinema ver um filme antigo em p&b, numa sala meio cineclube (o cinema só tinha 3 fileiras), lembro também de algo que parecia uma festinha de fim de ano com direito a amigo oculto. Não lembro de como fui parar na cama (obviamente sem trocar de roupa), lembro que C. ficou vendo uns episódios de 'Family Guy' e eu acordei, mas ainda meio dormindo. E só. Filme chato da porra. Parece que são 2 horas disso, segundo namorado que aguentou até o final.
E 'Guerra ao Terror' é a grande barbada para as estatuetas de Melhor Filme e Melhor Direção - indicado a 9 categorias e vencedor do prêmio do Directors Guild of America - e, vocês sabem, em 60 anos de DGA e Oscar, 58 melhores diretores para o Oscar já tinham ganho o DGA e, dos 60, apenas 6 vezes eles não levaram também a estatueta de Melhor Filme.
Vai fazer bolão? Considere essa dica preciosa. Eu dormi, mas aposto que leva.
Favela (o tal Distrito 9 do título) em Johannesburgo precisa ser desapropriada para realocação dos moradores em outra área da cidade. A missão é praticamente uma missão militar - pudera: os favelados são extraterrestres que vieram parar por acaso na Terra e se instalaram na região. Como se não fosse o bastante, ainda mantêm negócios escusos com os nigerianos locais, contrabandistas de comida de gato.
Sim, o grande fraco dos extraterrestres é comida de gato e 'Distrito 9' está milagrosamente indicado ao Oscar de Melhor Filme.
O cara mais babaca da empresa, mas que é genro do chefe das operações, é designado para liderar a desapropriação de ets (chamados pejorativamente de camarões na legenda). O sujeito não tem tato, se indispõe com todos os militares que podem vir a ajudá-lo no futuro e inala uma arma química extraterrestre, que faz com que ele vá, aos poucos, virando um 'camarão'.
E esses momentos Cronenberguianos (todo mundo aí se lembra de 'A Mosca'?) estão indicados ao Oscar de Melhor Filme. WTF?
Não entendo. Juro. O filme de Neill Blomkamp é genial, ótimas atuações (uma humana e duas de computação gráfica muito mais expressivas que muito ator por aí), uma história excelente e que, se você trocar os aliens por 'pobres', 'negros', 'palestinos' ou qualquer outra minoria cuja presença justifique, para os brancos locais, a criação de uma zona de conflito, vira universal.
Mas são aliens babões e nojentos, produzidos por Peter Jackson, por isso eu acho completamente surreal e bizarro que 'Distrito 9' esteja indicado ao Oscar de Melhor Filme. Adoro a ideia de um filme desses ser indicado a Melhor Filme apesar de crer, em meu íntimo, que deve ter rolado um sistema de cotas aí.
Acho que pode ganhar Roteiro Adaptado e/ ou Edição. Efeitos visuais não, né? Tá concorrendo com 'Avatar', pô...
Sente o drama: preta, pobre e gorda só se fode - tá na sinopse, não estou contando nada de novo, mas vocês sabem que Precious, além de tudo, tem uma filha com down e está grávida do segundo filho - ambos do pai dela. Sinistro. "Até que muda de escola e conhece uma professora que a trata como gente". Descobre que ler e aprender coisas é tudo na vida, mas continua se fodendo. Só que, agora, um pouco mais motivada.
Não é nenhuma supresa que Oprah Winfrey, ex-pobre e ex-gorda que deu a volta por cima, tenha decidido promover 'Precious' a todo custo em seu programa. Momento constrangedor: quando as personagens se perguntam 'Você assiste ao programa da Oprah?'. Run to the hills!
* * *
Mas 'Precious', que C. sabiamente comparou a 'Dançando no escuro' (aquele dramalhão do Lars Von Trier em que a personagem da Björk só se fode, mas foge da realidade acreditando estar num musical), não é tão piegas como pode parecer:
- Gabourey Sidibe, atriz que interpreta a fofinha personagem-título, é excelente;
- Os alívios cômicos do filme funcionam e você não precisa sair do cinema com aquela sensação pesada, apesar de, digo e repito, Precious se foder o tempo todo;
- A comediante Mo'Nique, sensacional no papel da mãe de Precious - vale o Oscar a que está indicada, hein?
- Uma irreconhecível Mariah Carey;
- Diferente de todos aqueles filmes em que professores mudam as vidas de seus alunos, o destaque do filme está na protagonista. Personagem e atriz merecem mesmo esse filme.
Merece: Melhor atriz, atriz coadjuvante e direção.
Mas a maratona 'Best Motion Picture nominees' está só começando...
Lounge está em clima de carnaval, e recomenda que os queridos leitores aproveitem as festividades momescas com responsabilidade: camisinha e muita água, pra não desidratar nesse calor.
* * *
Vi isso hoje de manhã:
e achei quase tão genial quanto isso aqui:
Sabe como é, uma letra edificante e poética. Mas Latino que me perdoe: Neguinho é Neguinho. Aqui na sede campestre da maison Amancio-Mesquita tá todo mundo ouvindo 'Mulher, mulher, mulher'. Animal feelings:
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E aí? Qual vai ser? Bloco, baile ou botar em dia os indicados a melhor filme no Oscar deste ano?
A boa notícia de 2010 é que o Man... or Astroman? está de volta!
A banda formada por Starcrunch, Birdstuff, Coco The Electronic Monkey Wizard e um quarto membro (?), que vieram do espaço e decidiram lançar seus mais de 3000 discos gravados aos poucos, um por um, porque a humanidade ainda não estava preparada, retorna da câmara criogênica para novos experimentos com música ao vivo, como eles explicam no Myspace.
(ficou um pouco estranha a construção deste parágrafo. 'Vieram', ali, concorda com os integrantes do grupo. Já a banda, esta retorna)
Por enquanto, os tais experimentos ao vivo só acontecem no Alabama e no Texas, mas os fãs da banda, depois de passarem anos acompanhando as notícias de Coco em sua forma humana, Robert Del Bueno, dando entrevistas seríssimas sobre produção caseira de biodiesel. Pelo visto, sua missão na terra é mesmo salvar a humanidade.
E, musicalmente falando, conseguiu. Não esqueço do show antológico na Broadway, casa de shows em São Paulo, que de tão lotado teve que ser dividido em dois sets idênticos para metade do público uma vez e outra metade, minutos após. Quem abriu foi o Sala Especial - e lá vai a jovem Lia Amancio, fanzineira e apaixonada por surf music, cruzar a Dutra pra ver os caras. Lembro de ter encontrado o 'Gabriel do Little Quail, amigo da Simone' no ônibus de ida e de ter arrastado Fernanda, minha amiga de infância, local de SP, para o show. Lembro dos capacetes flamejantes, de uma decoração curiosíssima e de pessoas interessantes - e de ter visto um pusta show, daqueles de lavar a alma.
Depois eles voltaram e passaram pelo Rio de Janeiro duas vezes: uma em 99, tocando no Ballroom com Ack, White Frogs, Autoramas e Down By Law, e outra vez em maio de 2001, trazendo o Trans-Am pra abrir.
E é claro que fui nos dois shows e fiquei bem triste deles terem interrompido suas atividades - a música era do cacete, as performances eram excelentes e a mitologia em torno da banda, sensacional.
A volta do Man... or Astroman? é uma notícia e tanto. Espero que os leitores de Lounge gostem de saber disso tanto quanto eu.
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