karl_lagerfeld

todos os carros aqui devem estar equipados com o colete jaune-lagerfeld e o triângulo. a partir de hoje. 

a campanha de sensibilização é a frança...

"é amarelo, é feio, não combina com nada, mas pode salvar sua vida."

boa essa, ouvi na rádio:

"ségolène royal est maladroite.

mais elle n'est pas très bien à gauche, non plus."

 

glossário:

maladroite: desajeitada.

mal à droite: 'mal à direita'.

très bien à gauche: bem à esquerda.

n'est pas: não é, não está.  

 

update: ségolène royal foi a candidata (fraquinha, por sinal) do partido socialista francês derrotada nas eleições presidenciais do ano passado pelo blin-blin-mala sarkozy.

"como era bela a história da tribo da amazônia descoberta no oeste do brasil, anunciada dia 29 de maio pela fundação nacional do indio. os índios teriam sido vistos numa zona próxima do rio envira, no estado do acre, não longe da fronteira com o peru. (...)" *

numa entrevista com o descobridor da tribo, josé carlos meirelles, no guardian, ele admitiu que a tribo era conhecida da funai desde 1910, pelo menos.

a 'redescoberta' faria parte de um plano de mídia. para mostrar que existem tribos na região. que o desmatamento é um problema. pois que o presidente peruano alan garcia pretende que essas tribos são uma criação da imaginação de ambientalistas e antropólogos.

é. um passo pra frente, dois pra trás.

* tradução do início da matéria, no monde - de hoje.

3 x 4

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o antonio...

 

antonio_passaporte

tá fazendo o passaporte... êba, visita!!!

passei a manhã cosendo à mão

até tarde.

quando lembrei de uma flor do verão passado

larguei a agulha

para plantar papoulas.

relendo "minha razão de viver", autobiografia do samuel wainer, em edição nova, mais bonita e mais gordinha, organizada pelo augusto nunes:
 
. um : incrível como o brasil, tal o conhecemos, foi "feito" ontem.
. dois : o samuel, em sendo bessarabiano, é tão... digamos, brasileiro.
 
isso de povo nas ruas...  
digo que, a milhas e milhas, emociona até.
 
e não é a saudade. que saudade eu sinto das ruas de porto alegre, de pessoas queridas.
 
é algo do 'exilío'.
 
de repente, aqui, meus olhos se inundam de lágrimas se eu escuto "if you hold stone", da fase londrina do caetano... reconheci, como algo um pouco meu, tanta gente e tanto sertão, quando vi o filme do meu amigo douglas, um corpo subterrâneo. li o último livro do milton hatoum, "órfãos do eldorado", encantada. um primor. amazônico. 
 
tudo isso me concerne. ao mesmo tempo, me remete a um país que praticamente desconheço. onde eu nunca coloquei os pés. tá, conheço o sol dourado de salvador... mas nunca pisei no norte, nem no sertão. 
 
identidades, pois. e uma bela viagem a fazer.
 
ps. beijo o meu cavaleiro. cada vez, vem e aporta tanto de bom... incluindo livros (um monte deles!) em português!! amor.

daí meu cavaleiro, que é a parte muito mais musical dessa relação, me manda um link: brazilian nuggets. (!)

 ney 75

além dos álbuns...

 nanavasconceloafricadeus

completos...

aprendendoanadar2bd

de algumas... 

secosmolhados_vivo2

preciosidades...

 

as capas...

ronivonlp3_2

dos elepês...

marcosvalle

são algo! 

osbrasas3

tudo no link.

e' verde, linda e solene.

!!!

baguette

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t-Willy_Ronis_le_petit_parisien

                                                                      willy ronis: le petit parisien

o pão nosso do petit-dejeuner.

chegadas

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estava estendida na banheira, olhando meu pêlos pubianos.

tinha vontade de cantar alto. e cantava. e era quase o silêncio.

e não era triste. um livro, o idioma nem importa mais.

mas cansaço do dia:

nicotina...

uns olhinhos brilhantes na plaza mayor.

pode ser mais que a urgência sem pressa dos orgasmos.

cada dia.

nem defesa houvesse.

teu teto até minha partida.

quantias de bicicletas. eu quis um cachorro pra cuidar de nós, e que a saída dos canais não houvesse.

que bruxelas não nos esperasse. escala.

que a porta do meu trem nunca fechasse, me levasse de quantos avos meus.

os que restassem: pra outros avant-gardes.

que telhados e palavras. apropriei-me.

pra acostumar a outro aeroporto de cada vez, o mesmo abraço.

teu. 

pra sair da cama antes,

trazer os croissants pro café da manhã.

e me apaixonar pelos pêlos da tua barba na pia do banheiro.

v e r b e a t b l o g s

moi

  • 30, exilada na frança, por conta e risco. comunicável e visível, porém.

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