boa essa, ouvi na rádio:
"ségolène royal est maladroite.
mais elle n'est pas très bien à gauche, non plus."
glossário:
maladroite: desajeitada.
mal à droite: 'mal à direita'.
très bien à gauche: bem à esquerda.
n'est pas: não é, não está.
update: ségolène royal foi a candidata (fraquinha, por sinal) do partido socialista francês derrotada nas eleições presidenciais do ano passado pelo blin-blin-mala sarkozy.
"como era bela a história da tribo da amazônia descoberta no oeste do brasil, anunciada dia 29 de maio pela fundação nacional do indio. os índios teriam sido vistos numa zona próxima do rio envira, no estado do acre, não longe da fronteira com o peru. (...)" *
numa entrevista com o descobridor da tribo, josé carlos meirelles, no guardian, ele admitiu que a tribo era conhecida da funai desde 1910, pelo menos.
a 'redescoberta' faria parte de um plano de mídia. para mostrar que existem tribos na região. que o desmatamento é um problema. pois que o presidente peruano alan garcia pretende que essas tribos são uma criação da imaginação de ambientalistas e antropólogos.
é. um passo pra frente, dois pra trás.
* tradução do início da matéria, no monde - de hoje.
passei a manhã cosendo à mão
até tarde.
quando lembrei de uma flor do verão passado
larguei a agulha
para plantar papoulas.
daí meu cavaleiro, que é a parte muito mais musical dessa relação, me manda um link: brazilian nuggets. (!)
além dos álbuns...
completos...
de algumas...
preciosidades...
as capas...
dos elepês...
tudo no link.
e' verde, linda e solene.
!!!
estava estendida na banheira, olhando meu pêlos pubianos.
tinha vontade de cantar alto. e cantava. e era quase o silêncio.
e não era triste. um livro, o idioma nem importa mais.
mas cansaço do dia:
nicotina...
uns olhinhos brilhantes na plaza mayor.
pode ser mais que a urgência sem pressa dos orgasmos.
cada dia.
nem defesa houvesse.
teu teto até minha partida.
quantias de bicicletas. eu quis um cachorro pra cuidar de nós, e que a saída dos canais não houvesse.
que bruxelas não nos esperasse. escala.
que a porta do meu trem nunca fechasse, me levasse de quantos avos meus.
os que restassem: pra outros avant-gardes.
que telhados e palavras. apropriei-me.
pra acostumar a outro aeroporto de cada vez, o mesmo abraço.
teu.
pra sair da cama antes,
trazer os croissants pro café da manhã.
e me apaixonar pelos pêlos da tua barba na pia do banheiro.










