Nos anos 70, existia um cantor carioca chamado Agepê.
Ele tinha uma música muito bonita chamada "Moro onde não mora ninguém".
A letra dizia assim:
"Moro onde não mora ninguém
Onde não passa ninguém
Onde não vive ninguém
É lá onde moro
E eu me sinto bem (...)"
Eu sempre me lembro desta música quando eu me refiro ao lugar em que moro.
Pela foto aí de cima, já deu pra ver que pedras decorativas é o negócio daqui.
Mas o problema é exatamente esse. Neste bairro em que moro existem 3 serrarias de pedras, com um barulho infernal. Por ser um bairro residencial, NENHUMA delas poderia estar funcionando aqui!
É claro que de vez em quando pinta uma fiscalização, mas os donos das serrarias, que tem muita grana e subempregam muita gente, sempre molham as mãos dos fiscais.
O resultado é essa desordem das fotosi. O bairro não têm nem calçadas decentes, porque os caras das serrarias de pedras, invadem tudo, tomam lugares que deveriam ser praças, como a da foto aqui abaixo. No meio da "praça" os caras passam caminhões de pedras!
O local é mesmo estratégico, porque a menos de 50 metros passa uma estrada que vai pro Espírito Santo e pro Rio de Janeiro.
Como a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua não tá nem aí pra esse bairro (já que é uma zona de fronteira com Minas Gerais), virou isso que tá aí.
Mas se o mundo acabar em pedras, eu tô no lugar certo!
Toda vez que eu vejo um letreiro mal ajambrado, eu me lembro do Bruno Porto!
Reparem neste "Abelhinha" safado! O cara começa a "abrir" letras como se tivesse todo espaço do mundo. De repente vê que vai ter que apertar umas letras, pra escrever tudo!
E essa obesidade mórbida da abelhinha? Parece um zepellin voando!
Esta "pérola" é de um arraialzinho aqui perto de casa, em São Pedro de Alcântara.
Tenho um amigo que é um autêntico perguntador.
Você senta perto dele e ele desata aperguntar. E são as perguntas mais descabidas e desconcertantes que eu já vi.
Eu já tive uma fase em que era assim também, com uma porrada de perguntas, cuspidas tal qual uma metralhadora giratória. Foi então que me veio a "luz" e passei a ser um observador contumaz.
As conclusões que cheguei, ficaram pra mim. Porque cada vez que eu jogava um assunto à baila, vinha uma saraivada de "não pode", "que isso, garoto?" e suas variantes.
Hoje observo tudo de longe. Às vezes me aproximo de uma coisa que me interessa e tiro as minhas conclusões que tanto podem ser definivas, ou não.
Aprendi a discernir as coisas e cada vez mais percebo que somos engolfados diariamente de regras e contra-regras. Não caio mais em poeira com ninguém pra valer o meu ponto de vista.
Descubro que cada vez mais, Mulder e Scully não tem razão: a verdade não está lá fora.
Está dentro de nós. Única, intransferivel e com a digital de cada um!











