" 'O grande predador'. É assim que a maior parte dos tubarões é conhecida. A fama faz sentido ao levar em consideração que são realmente animais carnívoros e ajudam a equilibrar o ecossistema a partir da nobre posição que ocupam no topo da cadeia alimentar. Mas há exageros na reputação. Os tubarões são os predadores mais importantes para a manutenção do equilíbrio do ecossistema coralino, ajudando no controle populacional dos recifes. Mas não evoluíram comendo animais terrestres, como o homem. Se eles desaparecessem, o ecossistema correria o sério risco de colapsar - um caso clássico aconteceu numa comunidade ilhéu próxima a Austrália: depois de todos os tubarões pescados, o recife de coral colapsou, vítima da insustentabilidade sem o predador mais voraz.

/.../ Os tubarões são hoje um dos grupos de animais mais dizimados pelo homem. Cerca de 100 milhões deles são pescados anualmente, para atender a uma demanda crescente pela carne e barbatanas no mercado global, incluindo a indústria de cosméticos, que utiliza uma substância do fígado da espécie, o esqualeno, na produção de cremes. A crença popular propaga que o consumo de produtos derivados de tubarão pode trazer uma série de benefícios à saúde, incluindo o combate ao câncer; porém, estudos científicos já desbancaram tais mitos e adicionaram o agravante de que a carne e a barbatana do tubarão são ricas em mercúrio, um metal pesado extremamente nocivo à saúde humana. Caso o ritmo de pesca desses animais não diminua, todo o ecossistema marinho corre o risco de ser degradado irreversivelmente, contribuindo para o desaparecimento de inúmeras espécies"

Trechos do livro "Jardins Marinhos Tropicais."

Muitas vezes nos lamentamos de que a ciência usa uma linguagem complicada demais, elitista e distanciada do nosso dia-a-dia. Pois esse livro foi escrito por dois biólogos marinhos com textos e fotografias incríveis, acessíveis a quem quer que tenha interesse pelo argumento ou simplesmente por belas fotos. O livro tem o patrocínio da Petrobrás, empresa brasileira de petróleo. Esse mesmo petróleo que tanto combatemos e que está presente na nossa vida muito mais do que imaginamos: em pneus, cosméticos, no chiclete e em muitos outros lugares além do combustível. E alguém poderia perguntar se esse hábito de patrocinar projetos importantes como este livro não seria uma maneira de "limpar a barra" da empresa. Pessoalmente, acredito em uma sociedade sem petróleo em um futuro muito breve, mas tenho certeza de que a Petrobrás estará neste futuro, pois creio que eles também apostam nessa sociedade e estão se preparando para continuar presentes. Com ou sem petróleo.

Compre o seu exemplar, para deleite próprio ou para presentear. E lembre-se de voltar aqui para me agradecer. :)

"Curiosamente, em Palau, na Micronésia, um grupo de águas-vivas perdeu evolutivamemte a capacidade urticante. As águas vivas do gênero Mastigias estão distribuídas pelos mares tropicais, mas em Palau um processo geológico ocorrido em trê locais diferentes do arquipélago - o fechamento de uma saída direta para o mar e a consequente formação de lagos de água salgada conectados ao mar apenas por infiltração - isolou uma população de Mastigias dentro do lago. Colateralmente, afastou-as também dos principais predadores. Com o passar do tempo, as águas-vivas evoluíram perdendo a capacidade urticante. Tornou-se um desperdício energético produzir nematócitos que não seriam mais necessários naquele ambiente novo sem predadores. Com isso, a população de águas-vivas que hoje vivem no chamado Lago das Águas-Vivas em Palau não libera nenhuma toxina ao ser tocada, e o local virou ponto de ecoturismo mundial."

Trecho do livro "Jardins Marinhos Tropicais" do André Seale. Na realidade o livro foi escrito por dois biólogos marinhos, o André e a Lucia, com informações preciosas e fotos de um dos melhores fotógrafos marinhos do mundo. Comprei o meu exemplar e não me canso de folhear, admirar as fotos e saciar a minha curiosidade com as informações que o livro oferece. Se você ainda não comprou o seu, sugiro de coração que o faça logo. Também é uma opção muito chique para presentear, mesmo sabendo que esse livro jamais ficará largado em cima de uma mesa de centro qualquer, como aqueles livros que ninguém jamais abrirá. Se quiser saber mais, clique aqui.

"Estima-se que os recifes de coral começaram a formar-se há 475 milhões de anos, no período Ordoviciano. Desde então, a fauna aquática teve tempo suficiente para desenvolver uma diversidade exuberante, e gradativamente os animais se foram adaptando ao ecossistema em constante evolução. Recife é uma denominação generalizada para rochedos ou uma série de cochedos próximos à costa. Os recifes de coral são especificamente os formados por acúmulo de carbonato de cálcio derivado do exoesqueleto calcário dos corais, animais marinhos com estrutura de pólipo. Conhecem-se atualmente cerca de 6.200 espécies de corais ao todo.

/.../ Atualmente os ecossistemas de corais tropicais são de longe os ambientes aquáticos mais biodiversos do planeta, compondo uma estrutura viva robusta visível até quando se está em órbita no espaço.

/.../ Os corais são muitas vezes confundidos com rochas ou plantas pela aparência imóvel e por vezes cheia de 'galhos'. Mas são na realidade animais sésseis. A parte viva dos corais é composta por pólipos, estruturas cilíndricas com a base presa ao substrato, que geralmente possuem tentáculos e podem existir isoladamente ou em colônias. Os recifes de coral são, na maioria das ocorrências, pólipos coloniais que estão constantemente extraindo cálcio da água para o crescimento estrutural e proteção na forma de carbonato de cálcio."

Trechos do livro "Jardins Marinhos Tropicais."

Pelas informações científicas específicas sobre um assunto tão fascinante, este livro deveria ser divulgado por todas as publicações científicas interessadas em diminuir a distância entre ciência e sociedade. Pelas qualidade e espetáculo das fotos, por publicações que tratam de arte.


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A Universidade Veiga de Almeida (UVA) lançou uma iniciativa pioneira no campo da educação: a Ação Consciência Verde. Com o objetivo principal de preservar o meio ambiente, cada inscrição para a prova do vestibular 2010 realizada pelo link http://www.uva.br/vestibular/ será gratuita e, ao comparecer a prova, o candidato terá sua inscrição revertida na recuperação de uma área de 1m² de Mata Atlântica.

Em parceria com o Instituto Terra (http://www.institutoterra.org.br), a UVA quer ajudar a reflorestar um dos maiores símbolos verdes do Estado do Rio de Janeiro e fazer com que seus futuros alunos façam parte disso. Para saber mais, acesse aqui.

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Fonte:Universidade Veiga de Almeida - UVA.

O sabão ecológico caseiro, que fiz há alguns dias, a partir do óleo de cozinha usado, está pronto para uso. Cortei alguns pedaços em barra e o restante deixei nos potes, pois é mais econômico e aproveita-se o sabão até o fim.

Gostei desta receita, que encontrei no site Projeto Mão na terra, e fiz uma adaptação na quantidade e nos ingredientes. Resultou em um sabão com uma textura e cheiro mais suave que os sabões feitos anteriormente. E funcionou muito bem. Faz espuma, desengordura e dá brilho às louças e panelas. Aprovado.

Descarte o óleo corretamente

Jamais jogue o óleo usado na pia ou no solo. Se não for fazer o sabão, deposite o óleo das frituras em garrafas pet e doe-o para quem o faz.

Outro destino útil para o óleo é e levá-lo a postos de coleta nos supermercados Pão de Açúcar e Extra, perto de sua casa, onde há coletores indicados para esta finalidade. De lá, o óleo de cozinha coletado será encaminhado por uma cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Para quem quiser experimentar fazer o sabão caseiro, aqui está a receita que adaptei, usando detergente neutro e essência; e, neste outro link, está a receita original, do Projeto Mão na terra, com amaciante de coco. É muito fácil, rápido e divertido. O planeta agradece!

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