Consumo? Que consumo?


Lançada oficialmente, no Brasil, a Hora do Planeta 2010.

"No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização."

"Em 2009, milhões de brasileiros apagaram suas luzes e mostraram sua preocupação com o aquecimento global. No total, 113 cidades do País, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos. No mundo, 4088 cidades de 88 países aderiram ao movimento na última edição."

Para participar, acesse o site da Hora do Planeta 2010.

O Faça a sua parte colabora com a campanha da WWF-Brasil. Assine você também!

Para assinar, acesse o site da WWF-Brasil e clique no botão "Assine!" que se encontra ao final da notícia.


Manguezal Guaratuba, em Bertioga, São Paulo, Brasil. Uma das áreas
que serão protegidas pela criação da Unidade de Conservação.

"O WWF-Brasil lança hoje (23/2) abaixo-assinado para coleta de assinaturas pedindo a criação de área protegida com 8.025 hectares, em Bertioga (SP), no mais conservado trecho de Mata Atlântica no litoral paulista. A área de planície, que faz conexão com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga rica diversidade de ambientes - dunas, praias, rios, florestas, mangues e uma variada vegetação de restinga - nos quais vivem animais raros e ameaçados de extinção.

O objetivo da ação na internet é obter o maior número de assinaturas em apoio à criação da unidade de conservação. O documento com as assinaturas será entregue ao governador do Estado de São Paulo, José Serra, e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano.

A proteção da área em Bertioga vai contribuir efetivamente para que o Brasil cumpra meta firmada na Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas. A meta assumida pelo país é de proteção de 10% da área original do bioma até 2010. Hoje temos somente 7,9% da Mata Atlântica original.

"Neste Ano Internacional da Biodiversidade chamamos a atenção para a necessidade de proteção e recuperação dos ecossistemas terrestres e aquáticos como uma maneira de defendermos a vida em nosso planeta", ressalta a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

Criar e manter áreas protegidas são formas de nos prepararmos para enfrentar situações climáticas mais severas e frequentes, bem como seus impactos, como, por exemplo, erosão, assoreamento de corpos d'água e aumento das enxurradas, e suas consequências, como as enchentes, que já mataram dezenas de pessoas só este ano no Brasil.

"A melhor maneira de prepararmos a natureza para resistir aos impactos das mudanças climáticas é a conservação dos ecossistemas. Essa é uma forma de prevenirmos os impactos futuros. Criar áreas protegidas é necessário e urgente, pois essa também é uma medida de proteção ao indivíduo e à coletividade, explica Cláudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.

Biodiversidade

Estudos realizados pelo WWF-Brasil demonstram que a proteção do local colocará a salvo espécies raras e ameaçadas de extinção, praias e a foz de rios. São conhecidas até agora 1.000 espécies de plantas, 44 com risco de serem extintas. Vivem lá pelo menos 14 espécies de anfíbios e répteis, sete espécies de aves e 14 espécies de grandes mamíferos, também ameaçadas de extinção.

Curiosidade: Antes de ser colonizada pelos portugueses, Bertioga era habitada por indígenas do tronco Tupi. Seu nome em tupi, Buriquioca, significa 'morada dos macacos grandes': buriqui significa macaco grande; e oca significa casa."

Fonte texto e imagem: WWF-Brasil (mail enviado por Maíra Brandão Carvalho - Gestora Web do WWF-Brasil)

Riva-del-garda1
Riva Del Garda, a jóia do fim do lago.

Em abril do ano passado eu tive o prazer de visitar o amigo e companheiro de Faça Flavio Prada em Riva Del Garda, norte da Itália, cidade à beira do Lago Del Garda. O Flávio é aquela pessoa irreverente que já conhecemos na blogosfera - e na vida real ele é das pessoas mais bacanas que existem.

Pois ele nos guiou pela cidade de Riva, numa animação de dar gosto. Mas confesso que o que mais me atraiu foi uma cotidianice "verde": a máquina de leite.

Assim que chegamos, o Flávio falou que precisava comprar leite. Achei que ele ia ao supermercado ou à padaria. Aí ele pára num local que mais parecia um ponto de ônibus com uma vending machine ao fundo, na área central da cidade. Eu não estava entendendo nada.

Milk-machine3

Aí ele põe o dinheiro na máquina, pega uma garrafa de plástico vazia limpa.

Milk-machine4

Depois posiciona a garrafa embaixo de uma "torneirinha"...

Milk-machine1

... aperta o botão, e sai... leite fresco, tirado da vaca. Mesmo.

Milk-machine2

Pois é. A máquina faz até "muuuu" pra você se sentir mais "ambientado". O Flávio me explicou então que a máquina é abastecida diariamente com leite fresco que os produtores locais trazem de suas fazendas e sítios, tudo ali nas redondezas de Riva. Ou seja, leite fresco local, 100% natural, cujo gasto com transporte é irrisório - o que já torna a alternativa muito mais "verde" que qualquer leite vendido no supermercado, por mais saudável que seja. E, de acordo com o Flavio, é o leite preferido dos habitantes de Riva.

Eu fiquei empolgadíssima com a idéia de eliminar o trânsito do alimento, um passo importante para a melhor sustentabilidade de um produto - queria comprar leite toda hora, mas o Flávio só precisava mesmo de 2 litros pro café da manhã da família. Pedi a ele para, assim que desse, filmar a "invenção" pra gente postar aqui, como um exemplo de uso da tecnologia para uma melhor qualidade de vida da população, pela oportunidade de alimentação natural fresca, e com um pouco mais de sustentabilidade (eita, palavrinha da moda...), incentivo ao produtor e à produção local.

Eis então o vídeo que o Flavio Prada produziu (com narração do próprio e participação do Júlio Prada), contando melhor sobre a ecoleiteira:

Um bom exemplo do uso da tecnologia para o benefício da população.

Longimanus at Elphinstone Reef, Egypt
foto: Tom Wielenmann, em CC

Hoje, assisti Sharkwater, do biólogo e fotógrafo - ou vice-versa - Rob Stewart. Claro que sentei na frente da TV quase quietinha por conta da paixão da Xará Malla por estes animais maravilhosos. Queria aprender mais. Claro que não consegui ficar sentada quieta enquanto os pescadores costa-riquenhos iam caçando tubarões na Guatemala, tirando as barbatanas e jogando os corpos de volta ao mar para morrer aos poucos lá no fim. Isso enquanto a galera do Sea Shepherd lutava para que tudo parasse... (não é spoiler, podem assistir o filme que tem mais, muito mais história).

O resumo da ópera é simples: os tubarões estão sendo dizimados a passos largos. A única campanha de preservação de que tenho notícia é do Sea Sheperd e do Rob Stewart. O detalhe sórdido é que estes animais de 400 milhões de anos de idade são fundamentais para a saúde dos oceanos. A humanidade é tão burra e cega que simplesmente mata - pela barbatana e seus poderes mágicos - sem saber que, com isso, tira um elemento fundamental da cadeia marítima, o seu predador mais eficiente e necessário.
Sem tubarões a gente fica sem oxigênio - quem vai comer os peixes que detonam o fitoplâncton?
Só isso já basta para arrepiar os cabelos. Pior ainda é saber que o clássico homônimo de Spielberg é pura balela. Eles são bichões tímidos, vivem sozinhos e conhecemos quase nada a seu respeito. E que os tubarões matam (dados do filme, de 2006) 5 pessoas por ano, contra 100 mortas por elefantes. Sim, meus amigos. Elefantes matam mais homens que tubarões - e, sim, também são espécie ameaçada, mas por outras razões.

Fiquei péssima ao saber que um tubarão leva 25 anos para chegar à maturidade reprodutiva - reprodução lenta é o que já fez várias baleias sumirem da face de nossos oceanos. A gente está esperando o quê pra cuidar disso? Deixe de ter medo e mãos à obra. Quem puder (cartão internacional) colabora direto com o Rob Stewart que incentiva ações para esclarecimento da população e vai direto ao ponto, trabalhando na Ásia, onde as barbatanas são consumidas. Se preferir, colabore com o SeaSheperd Brasil.

Update via nossa expert no assunto:
No Brasil, o Instituto Aqualung tem um projeto chamado ProTuba, q é bacana. Quando saí do Brasil, eles estavam começando um levantamento das espécies vendidas no mercado brasileiro e a percepção do consumidor sobre os cações.

No exterior, a WildAid tb faz diversas campanhas focadas na Ásia, o principal mercado consumidor de barbatanas. É das ONGs q mais investem nesse problema.

Ainda não se convenceu que isso é problema seu? Olhaí:

(este post foi originalmente publicado no Ladybug e está reproduzido aqui por ordem direta de D. Afonso e Xará).

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