Oito anos. Sinto tanto sua falta...

Tears I can not hide
Oh, so I smile and say
When a lovely flame dies
Smoke gets in your eyes

Amanhã começam as gravações do meu primeiro curta, meu roteiro, meu sonho. Mal posso me conter de empolgação ao ver que finalmente vou tornar concreto algo que escrevi há tantos anos. Realizarei o projeto como parte do meu grupo de criação Audiovisual, que faz com que eu me apaixone cada vez mais pela área. Dia primeiro apresentaremos um curta sobre a cultura da região em uma festa, e vai ser incrível ver nosso trabalho na tela gigante.

Daqui a algumas semanas gravarei outro curta, outro roteiro meu, desta vez com o meu grupo de teatro. Serei uma das personagens principais, a minha estréia oficial na frente das câmeras e muitas outras primeiras vezes. Participarei também atuando em outro curta, que não vou contar para não estragar a surpresa.

Ah, sim, e apesar de todos os projetos minhas notas em simulados têm melhorado a cada mês, tornando a idéia de passar no vestibular cada vez mais real.

Feliz? Eu? Flutuando.

vermelho.

dan.

Posso não ser a pessoa mais imparcial para escrever sobre ele, mas não consigo resistir à tentação de transformar em palavras toda a confusão que está em mim. Tive tempo e li inteiro, em um só fôlego. Trechos já conhecidos e uma sensação de que sabia toda a história.

Hoje foi o lançamento virtual do Tristes Camelos e Gabriela. Esperei meses por esse dia, quando o livro ainda era apenas pedaços soltos de texto. Esperei e atormentei e elogiei cada trecho que me mandava. É uma história sobre detalhes, aquelas pequenas coisas que nos encantam quando amamos. É um grande bolo na garganta, um choro entalado. Os detalhes só ganham a importância que merecem quando não estão mais ali. Só no silêncio percebemos como faz falta aquela risada.

Ele é meu orgulho, aquele que admiro e que me puxa pra cima. Ele insiste para que eu escreva, e eu insisto que isso é dele. Não sei colocar o coração como ele faz. Então leiam e se apaixonem.


forest.

para assistir com legendas ou saber mais, aqui.

1964.

| 1 comentário

Estava cansada do meu topo, tudo que conseguia pensar era o calor que a moça estava sentindo sob aquele sol - influência desse calor absurdo em pleno inverno. Sem idéia alguma do que fazer, busquei milhares de opções ainda no tema de grama verdinha e céu azul, desta vez com alguma sombra para refrescar. Sem encontrar nada, passei a ver posts nos meus tumblrs favoritos, até me deparar com essa imagem, da revista Today's Woman de novembro de 64.

Não tem nada a ver com o tema que usava, mas não importa realmente.

Então, quem estiver lendo pelo feed, veja, sim?

néia.

Ela amava festas de família e ver seus netos crescendo. Posso ser boba e acreditar que era sua neta favorita, mas a verdade é que nasci no momento em que tudo que ela precisava era de vida. E tudo que eu precisava era carinho e alguém pra cuidar de mim. Vovó me criou e eu seria uma pessoa completamente diferente se não fosse isso.

Faz sete anos que ela morreu. Não estava comigo, me ajudando a arrumar o cabelo, em nenhuma das minhas formaturas. Não viu dois de seus netos casarem, e perdeu também o nascimento do filho de um desses casamentos. Não conheceu nenhum dos meus namorados (minha mãe ia gostar de tê-la ao seu lado ao ver a filhinha namorando). E hoje não está aqui no que completo dezoito anos.

Dá uma saudade que dói lá dentro. Não vou chorar pois ela estaria feliz com a pessoa que me tornei. Amava cinema, e sei que veria comigo todos os filmes que assistiu quando tinha a minha idade. Ajudaria a escolher minhas roupas e a desenhar meus próximos vestidos. Acompanharia meus passos, como fez quando eu mal sabia ler, e ampararia minhas lágrimas nessa época tão complicada de vestibulanda.

Sorrio e espero que, de alguma forma, ela olhe por mim e veja como cresci.

Sorri como boba ao ver a notícia. Desde pequena, quando nem entendia grande parte das piadas, me encantava pelos livros do meu irmão - estão amarelados e rasgando, mas ainda guardo com muito carinho.

A estátua vai ser instalada, este domingo, em frente ao prédio onde Quino morou, em Buenos Aires. Adorável a chance de poder compartilhar o banco com uma garotinha tão especial, nem que seja para uma foto.

via.

Eu queria poder andar descabelada sem sentir a reprovação. Ficar descalça, de moletom e não me importar com mais nada. Comer chocolate sem a culpa que me consome. Pois eu sei que aqueles olhos vão me encontrar mais uma vez.

Sei que devia caminhar mais, como recomenda o médico. Que devia estudar já que o vestibular está logo aí. Sei, quero, e ao mesmo tempo não consigo. E me sinto uma estúpida por não conseguir realizar meus próprios desejos.

E o pior de tudo é encarar no espelho o olhar de decepção. Porque é ali, nele, que toda noite encontro com aquela que eu sou e não quero ser.