navegar com gps é tão PIECE OF CAKE que por pouco não fui atrás das ÍNDIAS [sic/ns]. já o sonar 3D cheio de botões é bom para assustar peixes. não pesquei. too easy. não havia HARPÕES.
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"estamos em alto-mar" - "que bom, não vou precisar mais desse biquíni".
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na primeira tempestade tudo que ecoava na minha cabeça era I'M ON A BOAT MOTHAFUCKA. e a sensação constante de que encontraria a WHITE WHALE em algum lugar. não encontrei. mas estava por ali.
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"olha, tem sinal de celular aqui" - "deixa eu ver" [aparelho escorrega e cai n'água] - "eu gostava desse celular" - "não é como se você fosse ligar pra alguém agora".
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escutei a love supreme no atlântico. um dia me recuperarei do baque. já bird não combina [apesar de parecer que sim].
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o som que se ouve nas primeiras horas da manhã após uma longa noite tempestuosa.
uma 8.6 em cima da mesa, do lado uma guinness. na minha frente o gafanhoto espera pacientemente eu terminar de falar algo que já esqueci e desisti de concluir. para tentar salvar o silêncio interminável, pergunto:
gafanhoto, o que eu dizia mesmo?
eu que não vou lembrar.
Tocar jeff buckley pela manhã. Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun and much too blind to see the damage he's done. Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one.
Confundi os dias e acordei nove da manhã. Era sábado ainda. O pouco que consegui raciocinar serviu para ir até o banheiro e depois voltar para o quarto. O violão encostado do lado do colchão indicava exercícios incompletos e teoria musical falha, a letra de peggy sue na mesma folha que a cifra incompleta de heart skipped a beat. O celular com um sms não lido.
"Hoje pode ser". Ao invés de deitar e dormir o resto do dia, peguei o violão desafinado e voltei para a canção abandonada no dia anterior. Please don't say we're done when I'm not finished, I could give so much more. Saía toda torta, mas saía. Parecia um suspiro da versão original. Coisas são perdidas ao tocar a canção de alguém do seu jeito. Outro sms chegou.
"Acorda antes do meio-dia e me liga". No segundo monitor, coloquei um episódio de Avatar sem som, gosto de ver desenhos animados no repeat. Passei para outra canção. Shelter. And I'll cross oceans, like never before. So you can feel the way I feel it too. Tem aquele negócio de que sad songs make me happy. Respondi o primeiro sms.
"Acordei nove da manhã, vem pra cá". Lembrei daquela cena de Before Sunset onde Jesse quase perde a calma ao contar para Céline que a esperou em Viena conforme haviam combinado. Talvez seja o único momento dos dois filmes em que Jesse desarma-se e enche a cabeça com vários what if. Meu dedo indicador esquerdo estava sensível: um calo apoderava-se do seu topo. Já era hora.
"Me espera na porta". Voltei para o banheiro e dessa vez me recompus: banho, barba, dentes, plástico da tatuagem e penteei o cabelo. Enchendo um copo de água só conseguia pensar nos versos no need to come to me. When I can make it all the way to you. Ensaiei dancinha ridícula na cozinha enquanto cantava isso. Sorri. O celular vibrou no quarto. Peguei as chaves e fui para a porta.
Cara, foi uma boa manhã agora. Tirei duas canções.
Sério?
Ficaram terríveis, claro.
Sabe o que assisti ontem? Aquele documentário sobre os primeiros surfistas de ondas gigantes.
Ah, Riding Giants, do PERALTA!
Esse mesmo. Lindo. Lá em casa eu tava lembrando de Before Sunset, já assististe? Daquela cena do barco que o Jesse quase chora. Eu gosto mais de outra, a do abraço. Hum?
Jesse: I feel like if someone were to touch me, I'd dissolve into molecules. Celine: So, I want to try something. - What?
- [hugs him] I want to see if you stay together or if you dissolve into molecules. - How'm I doing? - Still here. - Good, I like being here.
Good, I like being here. Foi tudo que pensei o resto do final de semana.
Numa segunda-feira de novembro de 2008, exatamente um ano atrás, eu chegava em Congonhas com duas malas, um celular descarregado e anotações rabiscadas/amassadas de endereços, caminhos e referências para não me perder.
Era oito da manhã de um dia quente. Passei no então apartamento do Serpa, deixei as duas malas na sala e, usando o mesmo táxi que me trouxe do aeroporto, fui para o escritório.
No final do dia que me dei conta: não sabia voltar para casa. Quer dizer, nem casa havia.
Hoje, ano um: completo.
[Me perguntei: qual a faixa que mais escutei durante esses doze meses: last.fm disse que foi essa:
Até mesmo o trabalho solo de Dan Aurbach é incrível. A apresentação acima com Dante Schwebel é para uma rádio, mas bem que poderia ser de um show prestes a acontecer na próxima sexta.
WSJ: "The Road" is this love story between father and son, but they never say, "I love you."
CM: No. I didn't think that would add anything to the story at all. But a lot of the lines that are in there are verbatim conversations my son John and I had. I mean just that when I say that he's the co-author of the book. A lot of the things that the kid [in the book] says are things that John said. John said, "Papa, what would you do if I died?" I said, "I'd want to die, too," and he said, "So you could be with me?" I said, "Yes, so I could be with you." Just a conversation that two guys would have.