Esse foi o discurso da formatura de jornalismo da Famecos/PUCRS em 29.1.2010. Em virtude do nervosismo e de um leve improviso irresistível na hora, algumas coisas estão levemente diferentes, mas é por aí.
Muito obrigado por tudo, sempre.

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paraninfo.jpgMagnífico Reitor da PUCRS - Professor Doutor Joaquim Clotet / aqui representado pela Excelentíssima Senhora Diretora da Faculdade de Comunicação Social / Professora Doutora Mágda Cunha
Excelentíssima Coordenadora do Curso de Jornalismo desta Casa, Professora Doutora Cristiane Finger
Excelentíssimos Professores que compõem o Corpo Docente desta Instituição, alunos, pais e amigos, boa noite.

Antes de conversar um pouco com os novos colegas, gostaria de agradecer por estar aqui, e ao mesmo tempo, compartilhar com o corpo docente o mérito dessa escolha. É a primeira vez e justo 10 anos depois da minha formatura, quando também recebi o troféu "Troféu São Marcelino Champagnat". Meu eterno carinho e respeito para vocês, é uma responsabilidade imensa, e pensar o que conversar hoje foi uma pauta difícil. A terça-feira do apitaço nunca será esquecida, e até hoje não entendo como vocês guardaram o segredo por tanto tempo. No estilo dos encontros da sala 107 e 108, sem Dreamweaver, vamos conversar um pouco.

O primeiro pensamento que compartilho é sobre nossa futura conduta. Vivemos um tempo único para a comunicação. Grandes estruturas são colocadas em xeque, empresas tradicionais compram o passe de jovens famosos no YouTube e resumimos o mundo a 140 caracteres, como o pessoal faz agora no Twitter. Observamos na prática a sinergia entre as possibilidades do virtual que alteram o real. São espaços complementares, não opostos, e carecem mais do que nunca de informação de qualidade para o público. Ainda encontramos profissionais que confundem isso e, por tabela, a população, que aprende sobre o online conosco.

A velocidade do meio digital altera o processo da comunicação e nós erramos sobretudo ao tentar ganhar a atenção e, principalmente, a compreensão do público. Diante da pluralidade de espaços para comunicar - e não apenas mais falar sem ouvir ou esquecer o outro lado do processo - a busca pela atenção beira o ridículo e esquece preceitos básicos que o juramento antes recordou. É fácil brilhar muito e ganhar a audiência de maneira fútil e na contramão do correto, enquanto infelizmente o básico de informar e entreter de forma sadia tornou-se difícil.

10 anos atrás, quando estava aqui na minha formatura, os jornalistas ainda sonhavam com um receptor ativo e que conversasse diretamente conosco. Pois bem, vivemos na sociedade da participação e fazemos do sonho um pesadelo ao negligenciar que o fluxo mudou ou ao oferecer tudo sob a forma de escolhas sem valorizar o roteiro bem escrito, a informação apurada e a entrevista concedida dentro dos limites éticos.

Se esse público fala, nós temos de ouvir, mas também esclarecer, educar e informar. Ainda somos as referências da sociedade e nosso bom trabalho, seja em qual meio for, é requisito básico em um ambiente democrático formado pela nossa expressão e dos outros que querem falar e não são ouvidos. Esta liberdade expandida de expressão ainda não é compreendida nem pelas autoridades nem por todos os nossos colegas, permitindo becos e caminhos escusos para a imprensa.

Assim, o diploma que vocês recebem hoje é uma vitória e um atestado nosso da qualidade da informação carregada pelos nomes de vocês. Interfaces entre as notícias e o público, cabe a vocês comunicar com base em fortes valores de qualidade humana, ética e profissional. Lembrem que esta certificação é feita diante de uma sociedade que confia e aposta em vocês. Mais do que nunca, a formação acadêmica representa que vocês têm caráter e sabem o que fazem, não é apenas uma via para o exercício da profissão.

E esse ofício requer uma dedicação constante. Desconfiem, apurem, lembrem que vocês iluminam o conhecimento de todos aqui. Como comentamos nas aulas, usem a força da rede para verificar antes de publicar e evitar uma barrigada. A velocidade das ferramentas não deve ser usada pensando apenas em publicar primeiro, mas sim em encontrar os dados corretos antes. Vocês dialogam com o digital de maneira natural, então também ajudem os colegas de redação na compreensão desse caminho.

Carecemos, como imprensa, cada vez mais de olhares críticos e fora dos padrões. Estamos cansados de ouvir que a Internet acabou com o jornalismo quando na verdade lentamente ficamos acomodados em nossas cadeiras esperando as informações ou confiando apenas nos telefones. Não é problema técnico, é atrofia dos olhares e pensamentos. Vocês até então desconfiavam das nossas informações e comentavam entre si baixinho ou no MSN, então está na hora de justificar este diploma e contrapor as informações quando aparecem de forma nebulosa diante de nós. Simples ações evitam o errado vire verdade às custas do nome de vocês.

Esse é o bem maior de vocês, a reputação. Preservem isso, não deixem que o sucesso tire os pés do chão. Não tenham pressa, construam suas reputações de maneira sóbria. Leva tempo, mas é recompensador e sólido. Vivemos em tempos complexos, como afirma Edgar Morin, e vocês são parte de um todo conhecido como sociedade, mas o todo está na parte. Não adianta abrir um telejornal com denúncias sobre corrupção se passamos dos limites para chegar lá.

Serão noites difíceis, sem dúvida, mas o bom trabalho e a resistência sustentada pelo correto nos momentos mais amargos levará vocês até aquele instante supremo da profissão, quando somos úteis para o todo. Não será fácil, nem todos irão compreender, mas este pequeno grande prazer vicia e nos leva a outros desafios e vitórias. E quando parecer difícil, fechem os olhos e voltem não só para esse momento de hoje, mas para toda a jornada até aqui... pensem e honrem todas as pessoas que procuraram os nomes de vocês nos menores espaços ou nos boletins mais curtos e sempre estiveram do lado.

Esse apoio vale muito, mesmo. Virão decepções, infelizmente, mas aprendam a reconhecer quem sempre esteve do lado. Essas pequenas fortalezas serão a base para ir além, para parar no final da noite e recarregar as baterias para mais. Deixem que o amor calibre a tolerância de vocês e até mesmo diferenças de pensamento sejam resolvidas sem brigas. Nessa hora tenham certeza de que profissionalmente e pessoalmente estarão colaborando muito para o bem comum.

Provavelmente isso vai custar um pouco da juventude de vocês, mas preservem essa qualidade. Não fiquem chateados quando isso for motivo para outras pessoas esquecerem a competência e duvidarem de um trabalho bem feito. Tenham calma e respondam da melhor maneira possível, mostrem que são bons jornalistas.

Essa formação para construir a informação não termina por aqui. A caminhada apenas começou e vocês não podem parar. O aprendizado deve ser constante e sempre dará mais força e conhecimento na hora das pautas, tenham certeza disso. Voltem até a Famecos, a casa de vocês, sempre estaremos esperando, seja para novas jornadas, para tirar uma dúvida para não publicar errado ou mesmo para matar a saudade tomando um capuccino. Nós também precisamos disso.

Não esqueçam, filhotes,

Vocês serão nossos olhos em pautas que sonhamos fazer
Vocês serão nossos ouvidos quando as fontes falarem
Vocês serão nossas bocas em perguntas que vão desmontar os entrevistados
Vocês são a nossa esperança de um jornalismo melhor.

Parabéns. Fiquem com Deus e tenham boas carreiras. Muito obrigado.

Foto @Chelkanoff


bonopaul.jpgDivertidinho pacas o show do U2 transmitido ao vivo pelo YouTube. A experiência fluiu bem, ainda mais em um contexto não só de fácil visualização, mas também com uma audiência mais conectada e expressando ideias pelo Twitter e afins.

Vale lembrar, não é o primeiro webcast desse porte. Madonna e a gfrife Victoria´s Secret já usaram esse precedente no século passado, sem falar no famoso show do retorno de Paul McCartney ao Cavern Club em dezembro de 99. Lembro de trabalhar com esse streaming ao vivo sem som mas sobre todas as janelas e depois, na madrugada, dividir ideias com amigos pelo ICQ enquanto os poucos que tinham conexão boa acompanhavam a repetição. O mesmo fenômeno, reloaded and expanded, foi o responsável pelo streaming do Live 8 ter superado as audiências das televises em 2005, permitindo ao público ser suíte diante dos vários palcos e dar um singelo bye-bye para o editor da emissora. Sem falar que minutos depois a gravação dos canais digitais gringos já pipocava no eMule, antes da TV Digital por aqui.

Mas o que mudou nesse tempo? São os mesmos fenômenos - artista famoso ao vivo em tempo real online - mas em uma escala não só global, mas quase tão acessível quanto ligar a TV.

Aqui reside a malandragem da Adobe e do YouTube, bastava acessar e clicar na chamada do site, sem apertar play, abrir algum programa ou instalar um plugin. Foi apenas a união do sr. Flash, presente em mais de 90% das máquinas conectadas do mundo, com um site conhecido. Voltamos ao bom e velho mote do YouTube, que já havia sinalizado em outros momentos que transmite ao vivo, mas só em ocasiões especiais.

adobegoogle.jpgColocar o U2 para fritar servidores, como lembrou o @LeptonZero no Twitter, serviu para o YouTube puxar mais uma vez para si o cabo-de-guerra que disputa com empresas de mídia e sites volumosos como o Hulu. Enquanto Bono pedia paz mundial, o Google reafirmava que ainda manda no campinho da Internet e que o seu site não tem restrições de conteúdo para países ao exibir video. He´s the King of the Hill.

Podem tentar tirar do ar, barrar, processar, mas aos poucos o site entra em consenso com os grandes - basta ver a silenciosa ordem marcial usada para retirar músicas usadas em vídeos sem autorização de forma automática - e marca o seu lugar na web. Mais, dá um belo chute em concorrentes como Vimeo, Qik, UStream e Justin. Rebate a qualidade do Vimeo e aos outros mostra que podem até transmitir qualquer conteúdo ao vivo por um telefone celular, mas poucos verão perto do seu fluxo violento de usuários.

Em uma comparação simples, reafirmou porque é a Globo da Internet, chamou o Hulu de Record e colocou os outros naquele canto dos canais comunitários. Os outros tentam, as emissoras contam com seus próprios sites - vide a interessanrte transmissão do show/funeral de Michael Jackson pela CNN -, mas o Tubão é o cara.

Na camada de base de tudo está o Flash. A rica criatura da Adobe - que apenas manda no Photoshop, Dreamweaver e InDesign, pra ficar "só" nisso - mostra que é maior do que imaginamos. Outros caminhos e outros codecs apostam em diferenciais, vide o Quicktime e seu potencial para alta definição e coloca muito do que temos não só na web, mas o amigo rápido engole videos, sons e aplicações para aos poucos e do seu jeito moldar a linguagem diferenciada e convergente da web. Lembro aqui do que o colega Eduardo Pellanda falava em 2002, o Flash faria (e faz, o tempo mostra) na web o que não é possível fazer em outras mídias.

Nesta segunda, mais uma vez, o vídeo chegou direitinho aos lares. Quem queria, apenas sentava, apertava full screen - a aluna @nayanebrose plugou o notebook na TV - e esquecia qual meio era usado pois valorizava a linguagem video, cada vez mais múltipla. Se a vontade fosse um pouco diferente, bastava usar a #u2youtube e entrar no fluxo mundial do Twitter exposto na página - sem falar no que era dito em messengers e blogs ao mesmo tempo.

Na city of blinding lights da Internet, as luzes da Adobe e do Google brilham cada vez mais. Resta ver se outros conseguem cortar essa luz ou puxar um fio para brilhar junto.


Aos poucos a TV por alta definição (HD) aumenta o seu alcance, mas infelizmente pelos caminhos privados. Enquanto o cronograma das transmissões abertas anda com seus atrasos e ausência de interatividade, presente de Natal adiado para a Páscoa e adiado novamente para o Natal, SKY e Net deixaram as tarifas menos cruéis e, até dá pra dizer assim, atraentes. No caso da última operadora, os 800 reais do aparelho viraram comodato e 6 canais em HD agora custam 30 reais a mais.

A empresa oferece um pacote com o conversor normal ou a versão parruda da Cisco que permite gravar programas (DVR), desde que você pague mais 19,90 por mês. Optei pela versão mais simples, mas igual veio o aparelho mais caro. O mesmo aconteceu com outras três pessoas, pelo menos pra mim não houve cobrança pelo modelo mais caro no boleto.

O processo de instalação tinha tudo para ser rápido e fácil, só trocar os conversores e configurar, pois só tenho um ponto. O cabo HDMI já estava pronto, cortesia de um conversor Century que será motivo de post futuro, então nem cabeamento seria necessário. Pena que o técnico não estava muito acostumado com o novo equipamento e passou cerca de 1h no processo. Além das constantes consultas à equipe central, se não fosse a minha reclamação para testar os canais em HD a instalação teria ficado só com a definição tradicional mesmo. Em tempos de AZ-Box e afins, bom atendimento também conta.

No geral, ainda é um pouco engraçado de ver as constantes trocas de definição ao longo da programação. Fiz o teste com a minha mãe e minha irmã, elas encaram a imagem como alta definição não pelos detalhes mostrados, mas se for tela cheia (proporção 16:9) ou o formato tradicional (4:3), "sinônimo" de baixa.

Essa característica mais gritante da mudança também provoca confusões. Alguns canais preenchem o fundo da tela com algum wallpaper para evitar a perda de espaço nas trocas de tamanho. Globo e Band preenchem a tela com barras pretas, solução padrão demais, mas poupa os usuários de TVs de plasma de eventuais "marcações". A RedeTV! conta com fundos especiais para cada programa, o que causa uma certa confusão e sensação de "preenche algo pra não ficar feio". No final das contas, o simples é melhor.

A interatividade, mesmo que no padrão comercial da coisa, é a mesma da NetDigital. Ou seja, nem merece comentários.

No final das contas, talvez chegou a hora mesmo de encarar a alta definição. O problema maior, tirando as trocas de formato, ainda está na lentidão do aparelho, que demora 3 segundos para trocar a imagem de um canal para o outro.

Não consegui testar a solução da Sky, que será apresentada em breve com conversor que também capta o sinal das TVs abertas (diferencial malandro), mas se continuar assim não interessa muito, pelo menos para quem está longe de SP. Ainda os caminhos particulares oferecem esse conteúdo rico, o que só justifica a troca de plano e não a compra de mais um aparelho e mais uma despesa na sala de estar para mais um canal apenas.


Na semana passada, a Vanessa Nunes, repórter de tecnologia da Zero Hora, conversou comigo sobre o futuro da música e afins pra pauta dela. A matéria saiu interessante, mas o que era pra ser uma conversa rápida virou uma torrente de pensamentos. Escrevi pra ela pensando também em por aqui, então vou manter as perguntas dela.

a) Música virou uma commodity na internet. Por quê?

A fartura da música e consequente migração p. online fizeram essa transformação. Esse processo ainda não finalizou, tem gerações que não pagam e outras que ainda buscam o disco na loja mesmo. Uma das primeiras grandes "novidades" da web era o Real Player e seu som online, isso uns 13 anos atrás. Acontece que agora isso amadureceu e tá bem mais claro do que no tempo do Napster.
Acontece porque a música invadiu tanto a Internet, seja por vias legais ou ilegais, que as pessoas já sabem que vão encontrar uma música na rede. Nenhuma loja é tão farta quanto YouTube, Spotify, MySpace, Last.FMs, sites de MP3, file shares e afins, além das lojas oficiais de música e rádios online. Não ouvimos mais que um determinado disco é bom, os blogs de download já selecionam, comentam e te dão o link pra baixar direto do Rapidshare. Não tem mais fronteira pro dial, tem um mar de emissoras pequenas segmentadas e portais grandes como Live365 e a parte de Radio da America Online, só pra ficar em dois exemplos. Diante disso, os próprios artistas perceberam que também precisam entrar nessa onda, então ou usam aplicações próprias ou então entram na dança do MySpace, que oferece tudo e de graça.
Fecha o círculo com uma crescente tentativa de novas formas de distribuir música com uma propaganda ou uma mensagem junto. Isso começou lá no fim do século passado e cada vez mais outros tentam emplacar com isso. Ano passado o Peter Gabriel e turma da gravadora dele lançaram o We7, que permite que tu baixe ou ouça online determinados artistas e junto vem um pequeno comercial. Se tu quiser te livrar disso, paga, tentam replicar parte do modelo da rádio. Também é interessante o serviço da Nokia, o Comes With Music, que permite que tu pague uma taxa e baixe o que quiser pra dentro do celular.
E a TV já começa a pensar assim, basta ver o Hulu.com.

b) Por que as pessoas não querem pagar por mp3? Foi esse o recado da chiadeira que teve quando o last.fm disse que ia cobrar (a ponto de mudarem de ideia)?

Aí acho que as pessoas tão um pouco mal-acostumadas. Dada a abundância de fontes e serviços, qualquer tentativa de cobrar afasta as pessoas e elas migram pra outra fonte que ofereça de forma gratuita e/ou melhor. Ok, não tem o mapeamento de sons e sugestão que o Last.FM tem, mas basta digitar o nome da música no YouTube que tu encontras lá o que quer. Essa "corruptela" do próprio YouTube pra músicas é algo bem interessante.
O pessoal chiou porque o Last.FM é bem cômodo e sair dessa "rotina" pra ficar pulando no YouTube, por exemplo, muda o hábito. Quem passa um bom tempo do dia online ficou acostumado com isso, não precisa carregar mp3 ou discos pelo locais que se conecta, então o aviso de cobrança deixou todo mundo já em alerta. A ameaça de êxodo do serviço foi um "aviso" pra empresa, porque existem outras alternativas online e iriam perder parte do mercado que conquistaram. Pra grande maioria, pagar só vale a pena se for pra ganhar algo com isso, não continuar a usar o que já existe.
O costume de não pagar é um pouco geográfico também. Lá fora as pessoas tão um pouco mais dispostas a pagar pela música porque as ofertas são boas, como Amazon ou iTunes, e a qualidade é boa, fora que o CD é uma mídia que não teve queda de preço ao longo dos anos (um lançamento sempre foi cerca de 15 dólares). Tem CD pirata, tem, mas é bem menos que aqui. As alternativas digitais vieram com um preço menor e a chance de só comprar o que tu realmente queres.
Por aqui a situação infelizmente é outra. Dada a profusão de material pirata, basta andar na rua pra ver, isso já entrou na cultura do pessoal. As lojas online até existem, mas não tem o apelo da facilidade que outros sistemas oferecem, envolvem o uso de dados financeiros pessoais online pra valores pequenos (a pessoa pensa que não vale "arriscar" colocar o cartão na loja por tão pouco) e os caminhos ilegais da rede oferecem o disco do mesmo jeito e de graça. Enquanto isso, a compra online não agrega nenhuma vantagem e os catálogos ainda são reduzidos.
O próprio combate à pirataria é feito de uma maneira que trata o público como criminoso e mesmo quando tu compras um disco nem pode fazer mp3 dele pra ouvir em outro computador, basta lembrar do rolo do disco da Marisa Monte. Como os caminhos ilegais são mais livres, infelizmente, houve um certo adestramento pela pirataria.

c) Tu disseste que as pessoas estão dispostas a pagar por músicas em outros formatos, como para o videogame. Por quê? Pagam pela experiência diferenciada proporcionada?

Justo pelo que falei antes, as pessoas estão dispostas a pagar pra ir além da música simplesmente porque os caminhos pro som apenas tão bem mais fartos. Além do comprar pra ter todos na coleção como faz o fã, o que atrai p. compra são coisas como uma edição especial do disco com uma embalagem especial (uma peça física bacana, algo legal de ter na estante), um serviço que tu possa baixar a música ou ter ela já digital livre de DRM pronta pra tu arrastar pro celular ou iPod (liberdade pra transpor a música pra qualquer lugar que tu possa ouvir) ou um preço atrativo - basta reparar que cada vez mais os balaios de 14 reais tem discos interessantes e que meses antes tu pagou 30 reais.
Com essa crise dos modelos que a Internet provocou no universo fonográfico, o pessoal tenta achar outras formas de vender a música com outra coisa. Uma dessas tentativas foi o Guitar Hero, que já existia de uma forma diferente nos fliperamas japoneses, e que coloca não só a música mas a chance de tu te sentir uma estrela do rock sem sair de casa. Ele te vende uma experiência, um gostinho do que a vida real dá só depois de muitos anos de estrada pros músicos e que é o sonho de muito fã.
Nada bate tu pegar o violão e tocar o que quer do teu jeito, mas o Guitar Hero e o Rock Band criaram o cenário perfeito pra qualquer pessoa "tocar" sem precisar aprender música, só precisa acertar a sequência, como naqueles velhos métodos p. tocar música com instrumentos de brinquedo. O Guitar Hero já bateu um bilhão de doletas em geração de dinheiro e provou ser um mercado altamente rentável. Eu fico espantado com coisas como o que aconteceu semana passada, os Beatles anunciaram que vão remasterizar o catálogo e reforçaram que o Rock Band deles vai ser especial, mas ainda não definiram como vão vender música online. A experiência de tocar como um astro e seguro dentro de casa com os amigos ou online, assim como outras coisas que carregam um diferencial além da música, vende.

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Em tempos de julgamento do Pirate Bay, vale ouvir o podcast dos professores da Famecos. É como eu digo, esse julgamento parece a Malhação. A mesma trama, o mesmo padrão de mocinho e bandido e só trocam os atores a cada temporada. Melhor ouvir do que ler, só clicar.

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Este blog pede desculpas pela teia de aranha dos últimos meses. Retornamos com nosso ritmo normal.


Alguns meses atrás, poucos arriscariam pensar que o mercado de jogos musicais seria tão atraente e, principalmente, rentável. No dia que os Beatles abriram um site especialmente para o seu Rock Band, vale parar um pouco e pensar sobre tudo isso. Mas antes vale lembrar as proféticas palavras do Trio Los Angeles

"Quem quiser brincar
pode se queimar
é sempre assim
até o fim
e nunca vai mudar
Chega de sonhar
O game é pra valer
Quem vai ganhar,
quem vai perder
O tempo vai mostrar"

Talvez você não lembre, mas a singela canção Transas e Caretas estava na abertura da novela de mesmo nome. A animação brincava com um jogo da então coqueluche Atari com um casal andando por um labirinto, em uma versão digital da guerra dos sexos. Esse pequeno trecho da letra serve como ilustração pro caminho que o som percorreu nos jogos até chegar ao ponto de hoje.

Mesmo nos tempos dos blips e outros barulhos medonhos, a música ficou na cabeça do público. Quem teve Atari reconhece facilmente alguns jogos só pelos sons e essa ficha já tinha caído para algumas bandas nos anos 80. De um jeito diferente, mas dentro do combo rock e videogame, a turma farofa do Journey completou o lançamento do disco Escape (82) com um jogo em 83. O comercial abaixo diz tudo.

Os 22 anos que separam Escape de Guitar Hero foram preenchidos por diversas tentativas, mas nem todas tiveram sucesso. Enquanto bandas como o Aerosmtih apostaram as fichas em Revolution-X, o Kiss com Psycho Circus e o Iron entrou nessa com Eddie Hunter, outras experiências alteraram os controles, como os tapetes de dança e os bongôs de Donkey Konga.

O Guitar Hero surgiu em 2005 sem muito alarde. Das 47 músicas, todas as 30 das etapas principais eram covers. A ideia era um pouco reciclada do arcade Guitar Freaks e dos tapetinhos, mas apelava para uma pequena guitarrinha que poderia ser comprada junto. Esse instrumento, também chamado de gatorra entre os fãs do glorioso Tony da Gatorra, tornava real a prática do air guitar. Case com isso a possibilidade de também jogar usando o controle do Play 2 e envolva tudo em um molho bem saboroso, tornar simples a experiência de tocar um clássico do rock.

A mecânica "comandos simples = prazer instantâneo" diluiu o jogo entre o público, que não precisava mais aprender a tocar guitarra para pelo menos parecer Jimi Hendrix em Spanish Castle Magic. Existem níveis de dificuldade, mas, independente disso, com algumas boas horas de diversão um jogador comum poderia "tocar" coisas mais simples como I Wanna Be Sedated (Ramones), Smoke on the Water (Purple) e até mesmo Texas Flood (Stevie Ray Vaughan sem levantar do sofá e sem estudo.

Como disse uma vez o papa da convergência pop Henry Jenkins, o único problema do Guitar Hero é que você descobre que gosta até de More than a Feeling, sucesso de outros carnavais do Boston.

Paralelo a isso, muitos pais com filhos armados de videogames ou novos adultos que jogam reencontraram a música de antes. Apesar de shows lotados como Iron Maiden ou Kiss, guetos como o metal, por exemplo, encontram dificuldade para manter bons públicos nos eventos. Sintoma parcial do crescimento do público, há um reencontro da música com o ouvinte por meio do joystick.

Se a música bate cabeça para encontrar sua forma de lucrar nos novos tempos, tocar uma música no Guitar Hero é legal e não passa por caminhos ilegais nem clones do Napster . É ligar e tocar. Sim, a pirataria do jogo existe, seja ela em discos feitos em casa ou comprados no Centro, mas a banda já ganhou para entrar neste esquema. Vale lembrar o pulo do gato dado pelo Metallica antes do Guitar Hero III, One foi liberada em troca de uma pequena parte dos lucros. Movimento inteligente à la Jack Nicholson em Batman (1989) que serviu de alerta para os gansos... se esses caras vão por aqui, vamos também.

A brincadeira rendeu tanto que provocou uma divisão entre a turma do título original. A dobradinha Red Octane com Harmonix mudou com o sucesso e a primeira ficou com a Activision, enquanto a outra foi comprada pela MTV e incensada para o posterior lançamento de Rock Band, na mesma linha. Alem de algumas disputas pelos direitos, a divisão entre os jogos chegou a um ponto peculiar: guitarras Gibson para Guitar Hero e Fender para Rock Band, tal qual acontece no mundo da música. Sem falar em reproduções de outros instrumentos, como o baixo-machado de Gene Simmons ou uma versão em tamanho natural da Warbeast fabricada pela BC Rich.

O anúncio dessa semana do Rock Band Beatles pode ser encaixado no mesmo modelo de Guitar Hero: Aerosmith - jogo com músicas da banda e instrumentos iguais aos usados de verdade, como uma Gibson com o corpo pintado com o logotipo da banda. A mesma tática será aplicada no final deste mês, quanto o Metallica coloca na praça o seu Guitar Hero e um pedal extra para reproduzir o bumbo duplo da bateria de Lars Ulrich.

Enquanto os Beatles roubam a cena e prometem instrumentos clássicos - que venha o baixo Hofner - o Metallica corre por fora e também vai morder uma boa fatia do bolo do novo mercado musical. Ao contrario da versão Aerosmith, não haverá um modo à la Rockstoria, aquele programa da MTV, mas o jogo terá a presença digital das lendas King Diamond e Lemmy. Eles farão companhia para Slash, Tom Morello, Ozzy Osbourne e Sting, presentes em outras versões.

No caso dos quatro rapazes de Liverpool, tudo ganha um verniz diferente quando lembramos que eles ainda não foram para a iTunes Store, meca da música digital legal, e preferiram investir as fichas neste novo canal. Metallica, Rush, Judas Priest e até Bruce Springsteen já contam com músicas extras para compra ou download gratuito. Quem entra nesse barco vende mais e três anos depois a versão World Tour chegou às lojas com a inscrição "no covers" na capa. O jogo foi virado e um novo mercado criado.

É engraçado pensar que em plena era das raves e da música eletrônica o rock sobrevive aliado com uma tecnologia que poderia ter ajudado a popularizar outros tipos de canções. As crianças que migram dos instrumentos-controles para os reais, os quiosques na porta de shows e as versões de shopping centers seduzem, reforçam o gosto pelo ritmo rebelde e parecem dizer "não tenha medo de querer ser um rockstar, venha aqui e torne o sonho realidade".

A entrada dos Beatles e Metallica nesse campo pode marcar não só o ano, mas a história do videogame. Finalmente, a palavra joguinho deixa de ser referencia para uma indústria que trabalha com a diversão, mas é bem séria.

Em tempo: algumas pessoas modificam versões do Guitar Hero. Basta procurar nas piores casas do ramo ou ir até o vendedor preferido para encontrar discos com músicas de Animes e outros só com heavy metal na trilha. É por essas que Rob Halford hoje é dono do nome Metalgod nas mídias eletrônicas.

Fique com a abertura da novela Transas e Caretas, de 84, uma das primeiras vezes que esse negócio chamado videogame apareceu em destaque na TV.


O Keynote vai apertar o pause por uns dias. Em virtude das férias, voltamos com a nossa programação normal em breve. Enquanto isso, a casa ganhará um blogroll e outras coisas ao lado. Obrigado pela leitura já nesse começo e enquanto isso explore a turma da Verbeat, cabeças boas em um lugar só.


broken_disc.jpgEstava lendo a Revista da Semana dessa semana, e lá estava a pauta que todo estudante de jornalismo faz um dia na vida: a volta do vinil. Em tempos de preocupação pela falha do Google, só pra ficar no exemplo da capa da revista, o apego ao disco resiste talvez como uma das últimas negações ao digital. Os argumentos já viraram clássicos e são carimbados, o som é melhor e a arte da capa era muito mais bonita. Será mesmo?

A qualidade do áudio é discutida desde a entrada do CD. "A voz da Gal não é a mesma com o CD". Calma lá. Fitas e LP trabalham com som analógico, com a tentativa de reproduzir uma matriz, seja ela a ordenação de elementos metálicos numa fita ou sulcos em um disco. Em virtude disso, a cópia sai - teoricamente - igual à origem, mas vai perdendo qualidade ao longo do processo justo por essa tentativa de imitar. Quem gravou cassete lembra. O som digital, seja ele CD ou um arquivo no computador, é uma coleção de amostras digitalizadas e daí ordenadas. Quanto maior a qualidade desses pedaços de real e a quantidade deles, melhor o arquivo.

O que o MP3 faz é pegar esse material e jogar fora frequências que teoricamente o ser humano não houve, tornando o arquivo menor - lossy. Isso facilita a vida e, com as conexões de hoje, uma música vem rapidinho. Só que MP3 ou MP4 não são os únicos arquivos, existem outros correndo pela rede bem mais interessantes. O Flac, da turma dos lossless, tenta capturar todos os sons e os preserva, gerando um arquivo maior, mas com um som bem melhor.

Enquanto MP3 e afins são usados pela maioria e por quem quer ouvir uma música sem prestar atenção nisso, Flac e Ape circulam entre a turma que troca gravações de shows e prefere um arquivo "melhor tirado", como diria quem bebe um chope. Em sites como o Dimeadozen, Meca para gravações interessantes de shows, material comprimido é banido e o próprio meio zela por isso (no futuro voltarei a falar do Dime).O download demora mais, mas compensa.

Com uma conexão melhor, mesmo com traffic shapping rolando solto, é possível subir de nível e buscar esse material. A qualidade compensa e mata de vez o argumento #1 da turma do vinil. Essa expansão empaca justo no maior vetor de popularização da música digital, os aparelhos. Zune, Zen, MP7 e até mesmo o iPod não aceitam esses formatos, o que provoca uma nivelada por baixo no som. A Apple tem o seu codec não comprimido, mas o glorioso iTunes ainda estranha o Flac.

Ou seja, existem alternativas pra isso, só ainda não estão no ponto de bala - vale lembrar que celular com Mp3, por exemplo, já era vendido em 2003 mas não estava no ponto de conquistar o público. Uma música em 5 megas é trivial, vai por Messenger, mas uma de 50 nem tanto. Questão de tempo, assim como em 1998 uma Mp3 demorava um bom par de horas pra chegar.

E outra, pra quem muitas vezes ficava feliz ouvindo fita cassete cheia de chiado, essa reclamação do som da Mp3 é uma dose demasiada de saudade.

Ok, a mudança da arte foi sim brutal. Na minha dissertação de mestrado brinquei com isso, a capa que era grande no vinil foi reduzida para os 12 centímetros do CD e hoje é um mero ícone. Isso aconteceu com uma velocidade grande e a capa, coitada, tornou-se algo dispensável em todo esse processo - os produtos made in camelô, as edições russas 2 em 1 ou aquela capinha bagaceira feita no Word bagunçaram de vez o coreto.

Enhanced-CD, adesivos e até porta-copos já foram usados para tentar trabalhar de alguma maneira diferente a arte. É consenso hoje que a capa como conhecemos mudou - expressão-chavão #34 quando alguém fala a mudança das mídias - e serve como um símbolo do atual momento/lançamento da banda que vai para bonés, abridores de lata, camisetas, tênis e cadernos. E não adianta reclamar dos Beatles vendendo lancheira, a culpa é do KISS e da Sharon Osbourne que vendem de tudo, apesar que nada supera o óculos de sol do Angra.

Tempos atrás escrevi no Solada, blog sobre heavy metal que colaboro, que não fazer um encarte decente é um desrespeito pra quem ainda compra disco. É um pouco natural buscar as letras no livreto ou alguma arte, mesmo que em 12 x 12. Ainda há um conceito forte de arte visual integrada com arte sonora, mesmo que seja uma foto do Latino. Artistas mais espertos como o vice-prefeito de São Bernardo do Campo, Frank Aguiar, lançam discos com uma arte simples mas baratos porque entendem que o povo quer pagar pouco e, quando possível, levar junto um material de qualidade e a foto do seu ídolo - auuuuu.

Uma forma que cada vez mais surge para preservar a riqueza gráfica são as edições especiais. Mais caras e nem sempre nacionais, são pacotes com disco parecido com um vendido a R$25, mas repletos de informações impressas e com uma cara de livro. Essas caixas ocupam nas estantes o mesmo lugar do LP, sem falar que também contam com material para prender a atenção. Houve redução de tamanho, mas nem sempre de material.

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Em tempos de repensar o quanto de porcarias colocamos ao nosso redor e no lixo, digitalizar esse material também tem seu valor. Perde-se a riqueza do tato, mas o material pode até extrapolar os limites do disco. Basta ver a arte da capa de Leviathan, do Mastodon, que aparece fracionada no encarte e rende um wallpaper bacana no site (essas imagens são da versão normal e do material da web). Uma pitada de criatividade e o problema é superado, sem falar que hoje pode ir até para o telefone celular.
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Ou seja, pensar no "bom e velho vinil" é uma tremenda dose de saudosismo. Ainda é bacana para alguns, é e é um costume, assim como aos poucos repensamos também o hábito de ler jornal impresso. Sinal dos tempos que aos poucos muda, apesar que algumas pautas continuam as mesmas...

PS) obrigado por todos os comentários nos outros posts :)


darktwitter.jpgO Twitter é uma daquelas coisas simples que chegou para fazer barulho na Internet. Não só patrola o terreno e nivela blogs grandes e simples usuários no terreno dos 140 caracteres bem como permite mandar mensagens para uma linha de tempo ou deixar um recado de maneira direta e privada.

Aos poucos, mesmo que muitos usem apenas para repassar seus próprios links, os jornalistas descobrem esse caminho. Felizmente já existem bons olhares sobre o assunto, como os trabalhos da vizinha Gabriela Zago e da Raquel Recuero.

Ok, bonitinho e ágil, mas essa brincadeira aperta o acelerador de uma prática que apareceu com os blogs e o velho ICQ: as pessoas sabem o que você está fazendo. Sim, o princípio ativo do Twitter é justo esse, porém as pessoas podem te marcar com mais agilidade e até cobrar as coisas.

Não é incomum conversar com pessoas cujo namorado ou namorada segue poucas pessoas e apenas é amiga mútua (no sistema do Twitter) da contraparte. Se o namorado, por exemplo, conversa muito com arrobas, logo a namorada quer saber quem são as senhoritas por trás dos profiles. E namorados ciumentos também utilizam esse expediente.

A mesma marcação vale para o trabalho. O Twitter não conta com comunidades, como a tradicional anti-emprego "eu odeio acordar cedo", mas é fácil para um chefe monitorar quando o funcionário trabalha ou não ou mesmo se há algum comentário sobre balada que encaixa perfeitamente no rendimento do dia posterior.

Sem falar no tradicional desabafo. Em virtude da sua facilidade, basta abrir Twitter.com e descarregar a energia, que é direcionada para todos os followers, amigos, companheiros de bar e companheiros de trabalho. O problema é que nem todos estão no mesmo clima que você e um simples RT (retwitter, uma versão pública do forward do e-mail) pode sair dos limites da sua lista protegida.

O problema não é o Twitter, muito pelo contrario, é a pecinha entre a cadeira e o teclado. A mesma regra do "pense duas vezes antes de apertar enviar" do e-mail vale aqui, mas numa velocidade bem maior.


Como costumo brincar, na hora de dar play é tudo bonitinho, mas dá trabalho falar, fazer algo, dar uma aula, comunicar direito. Keynote é um slideware, programa como o PowerPoint, teoricamente feito pra passar ideias numa tela, mas muitas vezes usado ou pra brincar de efeitos ou pra matar a audiência. Sorte que não é esse o meu caso.
O blog veio dum glorioso convite do exucaveiracover e do Tiagon, então vou tentar andar pelo lado escuro e trabalhoso de algumas coisas, discutir um pouco de tecnologia e no meio de tudo algum pensamento solto. Aos poucos vamos arrumando a casa, obrigado pelo acesso.