Pois é,

Top 5 músicas do Roberto Carlos

Há tempos, bem antes de toda essa comemoração pelos 50 anos de carreira do Roberto Carlos, que penso em fazer um post sobre ele. A correria, novos interesses que aparecem, enfim, coisas que todo mundo sabe e passa, vão nos impedindo de realizar certas coisas a que nos propomos.

Dia desses, no entanto, o Inagaki (Pensar Enloquece, Pense nisso)lançou, no Twitter, um verdadeiro desafio: selecionar apenas 5 músicas do Roberto Carlos. Foi o estopim. Dei um reply dizendo que topava e já larguei, assim sem muito pensar, as minhas cinco preferidas. Ele disse que faria um post convidando outros blogueiros para que fizessem o mesmo.

Pois saiu o post. E agora vamos lá.

Primeiro, uma exibição para dizer que acompanho RC desde os tempos do LP. Uma pequena coleção, eu sei, mas que ainda escuto:

Eu sei que é apenas para fazer a lista e não ser muito chato, mas para O Chato isso é difícil. Mesmo por que, mais difícil ainda é selecionar apenas 5 músicas.

Se bem me recordo, meu primeiro contato consciente com Roberto Calos foi lá pelos idos de 1964/65. Meus irmãos mais velhos ouviam; eu tinha 7/8 anos. Recordo de duas músicas. Uma, por causa do nome, Brucutu, então muito na moda por duas razões: o gibi e aquela pecinha que existia em cima do capô dos fuscas (por onde saía a água para limpar o pára-brisas). Nunca entendi a relação daquilo com o brucutu dos gibis. De qualquer forma, era o "must" roubar brucutus e fazer anéis com eles. Vá lá, cada época tem suas bobeiras...

A segunda música foi "O calhambeque". Tudo isso a toque de Jovem Guarda. Assim foi meu início de carreira nesta vida: embalado por tudo o que aconteceu nos anos 60, 70 e 80. Mas isso é outra conversa, voltemos ao RC. A Jovem Guarda era de fácil assimilação. Tanto que passava aos domingos à tarde. Nada comparável aos festivais de MPB.

Durante muito tempo (até parece a letra...) "As flores do jardim da nossa casa" foi a minha preferida. Até que, em 1970, surgiu o LP "Roberto Carlos" com a música "Jesus Cristo", minha primeira da lista. E não por menos, pois foi uma época marcante em todos os sentidos: mudei de cidade, tri no futebol, "90 milhões em ação...", "ame-me ou deixe-me", "esse é um país que vai pra frente...", comecei a fumar (recordo que lançaram, por essa época, o Minister longo, alguém lembra?), primeiras saídas à noite e tratativas naquilo, e, enfim, ainda não existiam os "Jesus te cura" por aí. Logo, era tranquilo sair por aí cantando a música:

Em tem "olha você tem todas as coisas, que um dia eu sonhei pra mim...". Se fosse uma lista maior essa entraria com toda a certeza. Um hino que, sussurrado ao ouvido de qualquer mulher, se transforma na chave do seu coração.

Bom, como por vezes eu sou tão chato que nem eu mesmo me aguento, vamos encurtar a história e:

a segunda da lista é: "Você não sabe". A interpretação da Maria Betânia é simplesmente algo de fabuloso (a gravação de estúdio):

A expressão maior do amor doar-se:

"Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais pra mim
Do que as razões que eu tenha
Pra dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras
Que já fiz pra te fazer feliz"

Dá até para repetir: "E ainda que a realidade me limite / a fantasia dos meus sonhos me permite / que eu faça mais do que as loucuras / que já fiz pra te fazer feliz". Até para escrever arrepia!

"Cavalgada", a terceira da lista, é quase "hors concurs": "vou me agarrar aos teus cabelos pra não cair do teu galope"... e grande êxtase das mulheres:

"Vou me perder de madrugada
Pra te encontrar no meu abraço
Depois de toda a cavalgada
Vou me deitar no seu cansaço

Sem me importar se neste instante
Sou dominado ou se domino
Vou me sentir como um gigante
Ou nada mais do que um menino"

A quarta da lista é "Detalhes", disputando cabeça com cabeça com muitas outras. Mas listas são assim mesmo. Injustas por natureza. Vá lá! É a nossa vingança: "detalhes muito grandes de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer..." e assim por diante:

Por fim, a quinta da lista e não importa "Se chorei ou se sorri / O importante / É que emoções eu vivi..."

É a frase que eu gostaria de poder dizer no último segundo de vida: "o importante é que emoções eu vivi". Ou, se questionado por tudo que tenha feito, vou dizer: ah! deixa pra lá, o importante é que emoções eu vivi...

É o resumo da vida (do cd acústico):

Por fim, meu protesto: sacanagem Ina. Só cinco?



Pois é,

Araranguá - I

Aquí me pongo a cantar
Al compás de la vigüela,
Que el hombre que lo desvela
Una pena estrodinaria,
Como la ave solitaria
Con el cantar se consuela.

Pido a los santos del Cielo
Que ayuden mi pensamiento;
Les pido en neste momento
Que voy a cantar mi historia
Me refresquen la memoria
Y aclaren mi entendimiento.

Vengan Santos milagrosos,
Vengan todos en mi ayuda,
Que la lengua se me añuda
Y se me turba la vista;
Pido a mi Dios que me asista
Em una ocasión tan ruda.
1


Meus últimos final de ano e carnaval de ilustre atirador passei-os em Morro dos Conventos, Araranguá/SC. Se meus já enfraquecidos neurônios permitirem a lembrança, creio que se passaram nove ou dez anos.


Y no son pocos diez años
Para quien ya llega a viejo.
Y los he pasado ansí,
Si en mi cuenta no me yerro;

[...]1


Morro dos Conventos foi, por um bom tempo, anos 70 e 80, a meca dos magrinhos. Junto com Garopaba e as demais praias do sul catarinense, eram o point daqueles que se diziam alternativos. Eternos hippies, ex-hippies, novos hippies, gente que nem sabia o que era um hippie, enfim, de tudo um pouco.

Até que chegaram los hermanos com sua característica inconfundível: afastar de perto de si todos os demais. O domínio dos hermanos durou todos os anos 90, desde que o camping foi adquirido por um representante da espécie. Só voltei lá por um convite de um casal de amigos para passar o final de ano acampando com eles

Eu, campista inveterado desde criança, topei. A namorada topou. Afinal, o que a gente não faz por... Bueno, deixa prá lá...

O final de ano, na companhia do casa de amgos até foi bom. O suficiente para que quisessemos voltar para lá no carnaval. Claro que não deu certo. O namoro terminou ali mesmo e o que era para ser quinze dias acabou virando quatro.

Essa era minha história com Araranguá até então. Eis que para minha surpresa, o Rafael Reinehr, que mora em Araranguá, aceitou o convite para almoçar aqui em casa. Afinal, não deixa de ser arriscado ir na casa de quem a gente mal e mal tem notícia pela internet. mais ainda quando esse alguém tem um blog e se autodenomina O Chato. Pensando nisso, fiz questão de parecer normal durante as conversas. Mandei fotos da mulher, das filhas e até dos gatos, tudo para mostrar que sou apenas O Chato e não um psicopata qualquer.

[imagino a cena dele sugerindo para a mulher - a Carol - que haviam sido convidados para almoçar na casa de um tal de chato e ela (modo sotoquejáquasecatarina on):

- se largares esse computador só um pouquinho a gente conversa!
- (jogando o notebook no sofá, mas com a tela virada pra ele) tá, já larguei!
- benhê, não será perigoso? Eu estou grávida e sabe-se lá o que essa gente é capaz de fazer!
- não te preocupa que já fiz minhas pesquisas. Tenho gente em Porto Alegre que conhece ele e me disse que é inofensivo. No máximo vai ser chato, mas isso a gente aguenta! E pô, o cara tá oferecendo um churrasco.
- Tá bem, mas se eu não gostar de lá, eu faço uma cara de quem está enjoada com a gravidez e nós vamos embora, certo?
- certo!
]

Pois bem, a visita deles está aqui.

A segunda surpresa, e essa sim uma grande surpresa, foi ter recebido, ainda no mesmo dia, um convite para vistá-los em Araranguá. Tá certo que o cara cometa um erro, mas três? Vir na minha casa já parecia ser algo arriscado (1), mas sair daqui e me convidar para passar um fim de semana lá (2), mesmo que tenha sido apenas por educação ou gentileza (3)?

[pensei, pensei e cheguei a seguinte conclusão: o que eles gostaram mesmo é da companhia da minha mulher e da minha filha. O Rafael não resistiu ao abraço que a Condessa deu nele assim que o viu. Por sinal, tamanha espontaneidade sequer eu mesmo tinha visto. É, eu sou o preço a ser pago.]

E então resolvemos ir. Conversa daqui, conversa dali, e a única coisa que ele me perguntou foi o que a Condessa e a Kaya gostavam de comer. Um tiro certeiro na minha tese de que eu seria apenas o motorista, um chato necessário, o preço a ser pago para receber mais um daqueles abraços da Condessa. Assumi minha função. Afinal, até coadjuvantes ganham o Oscar. Quem sabe eu não ganharia o meu, em forma de um naco de picanha?


Yo no soy cantor letrao,
Mas si me pongo a cantar
No tengo cuando acabar
Y me envejezco cantando:
Las coplas me van brotando
Como agua de manantial.
1


E não é que ganhei mesmo! Olha só:

A tarde foi de passeios, para mostrar onde "o rio beija o mar":

Advinha para quem? Para ela, claro:

De sobra, além de motorista, servi de fotógrafo:


Entonces... quando el lucero
Brillaba en el cielo santo,
Y los gallos con su canto
Nos decían que el dia llegaba,
A la cocina rumbiaba
El gaucho... que era un encanto.
1


E assim foi. Depois de uma passadinha no hotel, retornamos ao som dos gallos para ver el gaucho que a la cocina rumbiaba para fazer o melhor salmão do mundo, acompanhado de batatas cortadas ao meio e assadas com casca.

[sou obrigado a recordar - e não para que sintam pena, mas para que a verdade seja registrada - que nas conversas preparativas comentei que a Kaya, como catarina que é, adora peixe. Terá sido coincidência ter aparecido um salmão no jantar?]

O salmão estava tão fabuloso que até me esqueci da minha função coadjuvante de fotógrafo: não tirei nenhuma foto. Pudera, mesmo eu que sou picanheiro, comi três postas do salmão, sempre acompanhadas das batatas.


Atención pido al silencio
Y silencio a la atención,
Que voy en esta ocasión,
Si me ayuda la memoria,
A mostrarles que a mi historia
Le faltaba lo mejor
. 1


Terminado o refesteleio salmoníaco, a Carol, com justa razão, foi acostar-se. E eis que então


Siento que mi pecho tiembla
Que si turba mi razón,
Y la vigüela al son
Imploro a la alma de un sabio
Que venga a mover mi labio
Y alentar mi corazón.
1


Eis que el sabio resolve alentar mi corazón:

E assim passamos o primeiro dia...

1Trechos do poema Martin Fierro, de Jose Hernandes, tirados da 2ª edição, de 1944.



Pois é,

Bifes acebolados à moda do Chato!

Em termos de culinária, posso dizer que sou um homem realizado. Tenho duas pessoas que adoram minhas gororobas. E as duas mais insuspeitas que um homem pode ter: a filha de 4 anos e a mulher.

A filha pela autenticidade natural das crianças, a mulher, quem sabe, pra não ter que fazer um miojo. Como um dia serei famoso (aí terei um fotógrafo tirando fotos dos meus pratos) e minhas receitas experimentadas mundo afora, aqui vai mais uma, que fiz ontem:

Ingredientes:

- seis bifes de bom tamanho. E não me pergunte o que seja "bom tamanho". A carne? Prefiro a que por aqui chamamos de coxão de dentro. Tem lugares que chamam de coxão-mole. Pode até ser de alcatra ou file mignon. Mas aí já não é mais "à moda do Chato", porque o Chato é pobre e pobre não come essas carnes.

- dois bons dentes de alho. E não me pergunte o que sejam "bons dentes de alho". Pra nós, que comemos alho puro, um bom dente de alho é um "grande dente de alho".

- uma cebola grande, cortada em rodelas finas e as rodelas cortadas ao meio.

- ovos. Um para cada pessoa que vai comer. A menos que comam mais de um ovo. Daí, faça uma pequena conta de matemática.

- Uma colher bem cheia de margarina (ou manteiga). Essa é outra medida que incomoda pacas, que nem a tal de pitada. Vá lá, cheia, aqui, quer dizer o suficiente. E não me pergunte o que é o suficiente.

- azeite de oliva. E tem que ser azeite de oliva. O resto faz mal pra saúde.

- uma frigideira de ferro. E tem que ser de ferro. O resto só serve para fazer miojo.

- fatias de queijo (prato ou mussarela). Quantas? As necessárias. Depende do tamanho da frigideira.

- sal a gosto;

- pimenta do reino a gosto;

- orégano a gosto.

Preparo:

Descasque um dos alhos e corte-o ao meio. Passe sobre ambos os lados dos bifes. Coloque o sal, a pimenta e o o orégano:

Coloque a frigideira para esquentar apenas com o óleo com a qual ela estava conservada. Sim, lembrem-se: panelas de ferro, após serem lavadas, devem ser secas esquentando no fogo e, depois de frias, untadas com óleo. Aqui usamos azeite de oliva, que já servirá para o preparo dos pratos. Quanto estiver bem quente, passe os bifes o suficiente para que "queime" o fundo:

Separe-os enquanto prepara a cebola. Coloque, primeiro, o alho (já cortado em fatias finas) para fritar:

Após, coloque as cebolas:

E a colher de margarina e um pouco de azeite de oliva:

Deixe a cebola ficar dourada (mas não queimada):

Retorne com os bifes e cubra-os com a cebola:

Cubra tudo com as fatias de queijo:

Quebre os ovos e acrescente um pouco de sal:

Tampe a panela e deixe os ovos cozinharem:

Quando estiverem prontos, o prato também estará:

Sirva com arroz e não vá esquecer do pão para passar no delicioso caldo que se forma.

As meninas da casa se fartaram. Não sobrou um para contar a história...



Pois é,

Quatro erros imperdoáveis!

1. receber visita e esquecer de colocar música de fundo;
2. receber visita e esquecer de oferecer aperitivos;
3. receber visita e deixar queimar a comida,
4. receber visita e esquecer de colocar o queijo para assar!

Pois cometi os quatro ao mesmo tempo.

Pensei que tivesse sido em função dos visitantes. Sequer a mim colou a desculpa. Afinal, macaco já experiente em receber internautas, não poderia me deixar abalar sequer na presença do Presidente da República. Mas até macacos velhos, de vez em quando, metem a mão na cumbuca.

E, me eximindo de qualquer culpa, desde logo aviso que a culpa é dos visitantes. Eduardo e Mônica. OPS!, quer dizer, Rafael e Carolina. Sim, ele mesmo, Rafael Reinehr, d'O Pensador Selvagem, Coolmeia, Simplicíssimo e tantos outros.

"Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?" (Legião Urbana)

Eduardo é assim, razão e coração! Tá bom.... Rafael (vá que ele esteja lendo...), mais coração! Não, razão ele tem em tudo o que fala! Mas... Digamos que seja a pior espécie de ser humano existente: a espécie "homo cativantis".

A Carol, apesar de uma certa, digamos, centralidade do Rafael (hehe), não deixa por menos. Não sei se em função da gravidez, mas dá vontade de cuidar como se cuidaria de um vaso chinês da dinastia Ming (que, diga-se a bem verdade, nunca vi um na minha frente...). Toda delicada, até para falar. Não creio que fosse o cansaço por ter caminhado bastante, sob um calor danado que fez ontem em POA. Deve ser assim mesmo (e se não for, deixo para o Rafael lidar com isso).

Trouxeram um mimo para a Condessa:

e outro para mim. Mas esse eu não mostro.Vou degustar sozinho, heheh

Quanto ao erros imperdoáveis: ainda bem que o queimou foram os quiabos que estava assando. E por pouco não deixo queimar todas as carnes. Pudera, é impossível (poucas vezes me dou o direito de usar essa palavra. Essa é uma delas) não dar atenção quase que integral a eles. A música não fez falta e talvez até atrapalhasse. Os aperitivos, sim, um crime ter esquecido de servir os queijos e embutidos que havia trazido do Vale dos Vinhedos. E o queijo assado? Bom, fazer o quê?

É pela possibilidade desses encontros, como os vários outros que já tive oportunidade de fazer aqui em casa, que vale a pena a internet. Não poderia deixar de dar a minha tietada:

Um momento de descanso:

Bueno, só espero que tenham gostado e que não tenham notado os erros...



Pois é,

Maria Fumaça

Passeios lotados na serra gaúcha em pleno carnaval. Ontem formos a Bento Gonçalves levar a Condessa para andar de trem. A Maria Fumaça vai de Bento a Carlos Barbosa, num percurso de 1:30h com parada em Garibaldi.

No trajeto, diversos shows e muitas histórias. Mas o mais interessante é a apresentação realizada no parque temático "Epopéia Italiana". Imperdível. Conta a história, verdadeira (o parque foi criado pelos bisnetos), de um casal de imigrantes, Rosa e Lazaro, que vieram para o Brasil em busca do "paradizo". O público é instado a participar. Por sinal, uma dica para quem for: não fique bem na frente na hora de entrar, você será "utilizado" na história. Aconteceu comigo. Virei o "Genaro", que acaba sendo o padrinho dos onze filhos do casal. Ao final, degustação de suco de uva e dos famosos "biscoitos" da Rosa.

Após, um passeio pelo Vale dos Vinhedos. Queria mostrar para a Condessa como são feitos o vinho e o suco de uva. De cara, uma queijaria. Queijaria não, um estrago no bolso. Queijos temperados (tem até queijo curtido em vinho - uma delícia), salames (tem um salame de javali que é algo), copas, curatelos... Uma desgraça pra quem gosta. Fizemos um ranchinho básico antes de seguir para as vinícolas.

Outro estrago. Até eu que não sou muito do vinho, degustei umas dez marcas. Como é época de colheita da uva, os parreirais estavam carregados. A paisagem é simplesmente linda. Pena que o abobado aqui já tinha gasto todas as fotos nos passeios antereiores (fotos aqui). Não sobrou uma sequer para o Vale e vinícolas. Claro que também fizemos um ranchinho básico de vinhos...

De ruim apenas o fato de que um famoso restaurante, numa das mais famosas vinícolas, outrora um ótimo restaurante, está virado numa bela porcaria. Além de caro, não ofereceu praticamente nada, se comparado com qualquer restaurante de beira de estrada. Pra quem se propõe a ser ponto turístico, tá na hora de repensar...

Saímos as sete da manhã de casa e chegamos as sete da noite. E doze horas foi pouco tempo.



Pois é,

DOI-CODI.

Hoje fiz minha primeira sessão de RPG. Depois de meia hora de puxa daqui, estica dali, força aqui, torce pra lá, consegui, em tom de brincadeira, dizer para a jovem fisioterapêuta (27 anos) que aplicava a técnica:

- poxa, essa tal de RPG deve ter sido inventada pelo pessoal do DOI-CODI! É uma verdadeira tortura!

Ela fez uma cara de quem não entendeu, mas foi sincera e perguntou: o que é DOI-CODI?

Há não muito tempo, minha filha, hoje com quase 20 anos, também fez a mesma pergunta quando, numa conversa em que contava meus tempos de infância e juventude, comentei sobre os tempos da ditadura.

Algo vai mal, pensei, em meio aos puxões e esticões!

Tenho visto gente jovem, nascida no pós-ditadura, que não faz a mínima ideia do que aconteceu. Mas o problema não está apenas em não saberem, mas principalmente no fato de que, por não saberem, tornam-se facilmente manipuláveis. Presas fáceis para discursos inflamados e, no mais das vezes, distorcidos. Presas para quaisquer dos lados envolvidos.

O que será que andam ensinando, ou deixando de ensinar, nas escolas sobre a história contemporânea do Brasil?

Tem novidade na Condessa.



Pois é,

Serra Gaúcha no verão!

Ontem fomos passear em Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Quer saber mais? Leia o que a Condessa disse!



Find recent content on the main index or look in the archives to find all content.



Entre sem bater



Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!

E Einstein já dizia que "apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana e eu não tenho certeza se isso é verdadeiro para o primeiro".

Sobre o Chato



"Vós vos deleitais em estabelecer leis, mas deleitais-vos ainda mais em violá-las, como crianças que brincam à beira do oceano, edificando pacientemente torres de areia e, logo em seguida, destruindo-as entre risadas. Povo de Orphalese, podeis abafar o tambor e afrouxar as cordas da lira, mas quem poderá proibir a calhandra de cantar?"
(O Profeta, Khalil Gibran)


Doe suas asas. Não importa se quem as recebeu voará tão logo, ou se ainda viverá muitos e muitos anos antes de iniciar o voo final. Lembre-se: dure quanto tempo durar, você estará ajudando um pássaro a voar feliz.

Aqui não tem democracia!


Moradores do Condomínio






  • Faça a sua parte





    Estou na Germina





    Por onde ando




    Get your own free Blogoversary button!





    Goitacá - Sempre
em um lugar diferente


    online


    RSS



    Web Pages referring to this page
    Link to this page and get a link back!


    Já sei que você esteve aqui. Obrigado e volte sempre!

    eXTReMe Tracker

    Pages

    Powered by Movable Type 4.24-en